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Garoto que se matou pode ter tentado assustar professora, afirma delegada


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São Paulo - A delegada Lucy Fernandes, que investiga o caso do garoto que atirou contra uma professora e depois se matou, em São Caetano do Sul (Grande SP), disse em entrevista ao telejornal "SPTV", da TV Globo, que ele pode ter tentado fazer uma brincadeira.

Segundo depoimento da diretora da escola, Márcia Gallo, à polícia, um colega do menino disse a um psicólogo que ele queria brincar com a professora.

"Ele deve ter ouvido alguma coisa do garoto, talvez que ia assustar a professora e no fim acabou atingindo a professora e na sequência teria dado cabo da sua vida", afirmou a delegada.

O crime aconteceu na última quinta-feira, na escola municipal Professora Alcina Dantas Feijão, considerada a melhor pública de São Caetano do Sul.

Segundo a delegada, o aluno, de 10 anos, pediu para ir ao banheiro e, na volta, atirou contra a professora Rosileide Queirois de Oliveira, 38 anos. Na sequência, o garoto se retirou da sala, sentou em uma escada e disparou contra ele próprio, na cabeça.

Ambos foram socorridos com vida. O aluno foi atendido no Hospital de Emergência Albert Sabin, em São Caetano. Ele teve duas paradas cardíacas e morreu às 16h50, de acordo com a prefeitura da cidade.


Sem previsão de alta


A professora permanece internada no Hospital das Clínicas, em São Paulo, sem previsão de alta. A delegada Lucy Fernandes está em contato com o hospital para definir quando a professora poderá ser ouvida, mesmo que ainda na unidade.

Rosileide passou por uma cirurgia na noite da última quinta-feira para a retirada do projetil que ficou alojada entre o reto e o útero.

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Sala desativada


São Paulo - A Prefeitura de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, informou ontem que a sala de aula onde um aluno de 10 anos atirou contra uma professora, na semana passada, ficará desativada por tempo indeterminado. Após ferir a docente, o menino se matou no corredor da escola.

De acordo com nota divulgada ontem, a ideia é que a sala em que funcionava o 4º ano C da escola municipal Professora Alcina Dantas Feijão seja transformada em algum laboratório ou sala de leitura. A aulas permanecem suspensas em toda a escola e devem ser retomadas na quarta-feira, segundo previsões da Prefeitura de São Caetano do Sul.


Psiólogo


Os educadores e funcionários da escola municipal Professora Alcina Dantas Feijão começaram a receber atendimento psicológico ontem. Eles estão sendo atendidos por seis psicólogos que realizam sessões de terapia com grupos de até seis pessoas para esclarecer dúvidas e prepará-los para receber os alunos.

Pais e alunos da escola municipal também receberão atendimento psicológico. Com isso, as equipes vão, além de acolher e tranquilizar as pessoas, realizar uma triagem para determinar o grau do trauma e o estado emocional dos indivíduos. Se necessário, haverá acompanhamentos a longo prazo na escola Professora Alcina Dantas Feijão.

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