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Vôlei: Iesb Preve pode fechar parceria com Bernardinho

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 2 min

O técnico do Iesb Preve/Semel, Osvaldo Altafim Júnior, esteve presente à inauguração da franquia da Escola de Vôlei Bernardinho, ontem, na Escola Cisne Real, e revelou uma notícia animadora para o vôlei bauruense. Segundo o treinador, existe entendimento para que seja implantada uma parceria entre o time de Bauru e o Rio de Janeiro, time de Bernardinho, com possibilidade de vinda de reforços do time carioca para o Iesb Preve. Bernardinho já estaria interessado em uma jogadora do Bauru.

"Conversei com ele e ele está interessado em uma jogadora nossa, não vou divulgar o nome ainda. Mas ele se comprometeu a vir um dia para ver como é o trabalho nosso aqui no Interior também", comenta Altafim. "Ele me falou: ?você vê quando uma jogadora estiver pronta para ir para lá e manda. O que não estiver bom para nós lá, podemos mandar para você amadurecê-la e, depois, voltar para lá?. Ele tem toda uma estrutura lá que, às vezes, o que não serve para as 20 dele seria uma titular nossa aqui", considera Altafim.

O técnico do Iesb Preve elogia a iniciativa da escolinha e considera que o método de trabalho, conjugando escola-esporte, é o ideal. "O caminho é este, o voleibol tem que ser feito na escolinha. Quando da minha formação de técnico, passei sete meses em Cuba, e vi como foi aquela geração que foi tricampeã olímpica e tetracampeã mundial. Ao lado de cada centro de treinamento havia uma escola ou vice-versa. Então, o garoto ia para a escola, estudava de manhã e, à tarde, permanecia, tinha alimentação regrada e permanecia fazendo esporte. O caminho é esse. A criança já está na escola, tem a quadra, é familiar para ela, já tem os amigos e é bem melhor do que ele ir para casa almoçar e depois se deslocar para um local", declara.

Altafim destaca ainda que a escolinha é positiva para, a longo prazo, revelar atletas de Bauru na modalidade. "Tenho 14 atletas e quatro foram formadas em Bauru. Mas destas quatro, só uma é de Bauru. Temos jogadoras de Minas, do Rio de Janeiro, do Interior de São Paulo, mas daqui da cidade a gente está num déficit tremendo. A gente tem um trabalho de base na Luso, mas é insuficiente. Vamos estender o trabalho com a Semel. Isso aqui já um trabalho bem mais a longo prazo, pré-mini, mini, até chegar no nível nosso. Mas para a cidade acho algo maravilhoso", conclui.

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