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Promotor agride advogado em julgamento de homicídio

Folhapress
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São Paulo - O promotor de Justiça Fernando Albuquerque Soares de Souza agrediu o advogado Cláudio Márcio de Oliveira durante um julgamento no 3.º Tribunal do Júri de São Paulo.

O caso aconteceu no último dia 22, mas só foi divulgado ontem pela Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo (Acrimesp).

Conforme a ata do julgamento assinada pela juíza que presidia os trabalhos, Patrícia Funes e Silva, Souza agrediu física e verbalmente o defensor durante o interrogatório do réu Roberto de Moraes Andrade.

O advogado diz que foi chamado de bandido pelo promotor. "Quando pedi para a juíza suspender o julgamento ele me deu um soco na cara", disse Oliveira.

O advogado disse ainda que não sabe porquê foi xingado e atacado. "Ele deve ter dado uma busca pelo meu nome no Google e viu que eu já defendi membros de uma facção criminosa. Mas eu os defendi como defendo qualquer pessoa. Não sou membro dessa facção. Não posso ser acusado de nada e não agredi o promotor", afirmou.

Em 2009, Oliveira atuou na defesa de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e de Júlio Cesar Guedes de Moraes, o Julinho Carambola. Na época, os dois eram considerados líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Procurado, o promotor Souza não retornou aos recados deixados pela reportagem com funcionários de seu gabinete.

Em nota enviada pela assessoria de imprensa do Ministério Público, ele disse que também foi agredido fisicamente pelo advogado e que registrou um boletim de ocorrência relatando o fato.

Oliveira diz que em nenhum momento agrediu o promotor.

A Corregedoria do Ministério Público vai investigar o caso. A agressão foi gravada, mas as imagens ainda não foram disponibilizadas para os envolvidos.

Após a agressão, o julgamento foi interrompido e remarcado para 9 de março de 2012.

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