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Dia da secretária: área está em ascensão

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 4 min

Neide Carlos

Desde os 14 anos, Érica Fernandes da Silva, hoje com 28, se dedica à função de secretária

Quando se fala da profissão de secretária, melhor definida como profissional de secretariado por também abranger os homens, nos vem à memória a figura de um “faz tudo”. Os secretários somam 800 mil só no Estado de São Paulo e hoje, Dia da Secretária, são homenageados.

Quem já exerceu a profissão de secretariado sabe que não é tão simples quanto parece. Atender telefone, clientes no balcão, reclamações e até xingamentos em casos extremos. Estes profissionais têm de estar preparados psicologicamente e ter amor à carreira para lidar com os mais diversos tipos de clientes.

Um exemplo de dedicação e reconhecimento pelo seu esforço é a secretária Érica Fernandes da Silva, 28 anos. A sua trajetória como secretária começou muito cedo, quando ainda era mirim com apenas 14 anos. Até o momento, esta é a única profissão que exerceu.

“Eu comecei a trabalhar como secretária mesmo há 12 anos. Antes eu era apenas uma auxiliar de secretariado nesta clínica médica. Depois fui contratada como secretária de dois médicos. Não conhecia nada da profissão. Fui conhecendo, me adaptando e conhecendo a profissão”, contou Érica.

 


Confiança


A responsabilidade de Érica com seus deveres, sua organização e confiança fizeram com que ela ficasse mais próxima de seus empregadores, dois médicos. A partir daí ela começou a ser mais do que secretária, quase membro da família.

“Uma das coisas que aprendi foi que temos que respeitar os nossos patrões. Eles também têm dias bons e dias ruins, problemas. Além disso, atender o cliente sempre com simpatia, alegria e atenção é fundamental. Tem alguns que te tratam com carinho e outros que nem te olham direito”, acrescentou.

Érica foi ganhando conhecimento, experiência, promoção de cargo e este ano conseguirá concluir seu curso de direito graças à ajuda que recebe de seus empregadores. “Inclusive foram eles que me orientaram. Eu cheguei a iniciar curso de administração por estar trabalhando com a parte administrativa aqui na clínica. Mas não gostei e me encontrei no direito”.

A rotina de Érica é aula no período da manhã, estágio à tarde e trabalho na clínica das 18h às 21h. “Eu moro com meus pais e sou solteira. Acredito que para ser uma boa secretária é preciso ter responsabilidade, simpatia, vontade de aprender. Além disso, um bom ambiente de trabalho é fundamental”, finalizou.

 

Surgimento da profissão

A profissão de secretariado surgiu no Egito há 500 anos antes de Cristo (a.C.). Os secretários eram os escribas e dominavam a escrita, faziam contas, classificava os arquivos, entre outros serviços. Portanto, os homens foram os primeiros secretários da história. “Hoje as mulheres são dominantes na profissão mas também temos os homens profissionais de secretariado que devem ser respeitados”, opinou Isabel Cristina Baptista, presidente do Sindicato das (os) Secretárias (os) do Estado de São Paulo (Sinsesp).

 

Mercado de trabalho está em ascensão

O mercado de trabalho para o secretariado está em ascensão, segundo Isabel Cristina Baptista, presidente do (Sinsesp). A lei 7.377 de 1985 que foi modificada em 9.261 de 1996 regulamenta a profissão para quem possui diploma de secretariado executivo e técnico em secretariado.

O registro é feito junto ao Ministério do Trabalho. O piso da categoria é de R$ 930,00 para quem possui apenas o nível médio. Já para os que concluem o ensino superior é de R$ 1.300,00.

Atualmente, o estado de São Paulo conta com mais de 30 universidades que oferecem curso técnico e bacharel em secretariado. Algumas universidades de Bauru já ofereceram curso de secretariado mas hoje o curso é encontrado apenas em uma universidade, segundo o site desta instituição de ensino.

“A busca da identidade e o fortalecimento do orgulho de exercer uma profissão que ajuda e que, de uma certa forma, administra conflitos, se relaciona com diversos níveis hierárquicos da empresa tem que partir de coração. O secretariado tem que partir de uma pessoa que goste da profissão”, destacou Isabel.

Ouve-se críticas de diversos profissionais de secretariado que recebem baixos salários e são registrados em outras categorias. “O profissional que não é remunerado de acordo com a lei acaba não fazendo seu trabalho como deveria e quem acaba perdendo é o empregador porque perderá clientes e o funcionário que, com certeza, procurará outro emprego”, orientou Isabel.

 

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