João Rosan |
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O incêndio continua se alastrando |
Um incêndio de grandes proporções consumiu mais da metade dos 104 alqueires de laranja da Fazenda São Jorge, município de Arealva, próximo ao distrito de Jacuba. O fogo começou por volta das 11h e só foi controlado no final da tarde, segundo o Corpo de Bombeiros de Bauru, que atendeu a ocorrência.
O proprietário da fazenda, Osvaldo Furlan, disse que a perda pode ter atingido mais da metade da plantação, mas que somente após o incêndio ser debelado é que poderá avaliar os prejuízos. “Adquiri recentemente a fazenda e não sei exatamente quantos pés de laranja havia no espaço atingido pelo fogo.”
Segundo o produtor, o fogo, pelas informações que recebeu, teve início em um pasto vizinho e se alastrou pela plantação de laranja. Ele não quis arriscar opinião sobre incêndio criminoso. “Não sei dizer se foi criminoso.”
Ele informou que os pés de laranja estavam carregados e todos terão que ser arrancados. “Estamos na época da colheita. Toda a parte atingida terá que ser arrancada. Para fazer o replante, terei que vender metade da propriedade.”
De acordo com o fazendeiro, a estiagem que dura mais de 30 dias e o forte vento cooperaram para que o fogo se alastrasse com rapidez. “Perdemos o controle, não tem jeito de apagar. O vento está forte e o capim está seco.”
Furlan reclamou do trabalho dos bombeiros. Alegou que acionou o socorro e que não foi atendido. A reclamação foi contestada pelo 1o tenente Victor Felix Tozi Bonfim, que esteve no comando da operação que controlou o fogo na plantação de laranja.
“Fomos comunicados do incêndio por volta das 14h e partimos para o local com uma viatura terrestre e com o avião. Usamos cerca de 25 mil litros de água nos cerca de 60 hectares atingidos pelo fogo. Até agora, 19h, ainda estamos com uma viatura no local. O incêndio está controlado, mas há focos rasteiros de fogo.”
Segundo o bombeiro, não apenas os pés de laranja foram atingidos pelo incêndio, mas também muita cana e até cerrado. Ele suspeita que o incêndio tenha sido provocado por queima de lixo. “O avião passou pelo menos cinco vezes despejando água nas plantações atingidas pelo fogo.”