Regional

Condutores de Pirajuí usam equipamentos de forma inadequada

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Quinze minutos parados na praça central de Pirajuí (58 quilômetros de Bauru) bastam para qualquer pessoa flagrar motoristas e motociclistas infringindo as normas brasileiras que regem o trânsito. Foi assim com o comandante do 4o Batalhão de Polícia Militar, Nelson Garcia Filho, que recentemente visitou a cidade.

Após a constatação, o tenente-coronel PM discutiu com autoridades locais uma campanha de conscientização, lembrando aos moradores que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) é válido em todo o território. Portanto, a população deve respeitar, do contrário, fica sujeita às punições previstas na lei.

Nos 15 minutos de observação, Garcia Filho flagrou mais de 80 infrações. “Cerca de 100% dos motociclistas transitavam com capacete com a viseira levantada, aproximadamente 80% dos motoristas, sem o uso do cinto de segurança, crianças soltas dentro do carro.”

Para ele, antes das fiscalizações que irão resultar em multas é preciso conscientizar a população. “Nas pequenas comunidades, longe dos grandes centros urbanos, os moradores acham que não precisam respeitar as normas de trânsito. Isso acontece porque os deslocamentos são pequenos e a movimentação de veículos é pequena. As pessoas ficam despreocupadas, acham que nunca serão vítimas de um acidente. Ledo engano, os imprevistos podem acontecer a qualquer momento em todos os lugares.”

Para o comandante interino da 2a Cia da PM, tenente Juliano Prado Loureiro, que trabalha em Pirajuí, as regras de trânsito estão ‘fresquinhas’ na cabeça dos condutores quando eles se habilitam. “Eles saem das autoescolas com tudo na ponta da língua. Com o passar do tempo vão esquecendo. Por isso, a importância da campanha.”

De acordo com o tenente, os veículos de comunicação da cidade foram convocados para divulgar semanalmente orientações sobre o trânsito. “Nossa ideia é relembrar as regras básicas para um trânsito não violento. Nessa fase vamos conscientizar a sociedade. Em seguida, vamos proceder  fiscalizações. Mesmo na fase de orientação, não deixamos de autuar.”

O tenente lembra que os motociclistas não transitam sem capacete. “Eles usam de maneira irregular, com a viseira levantada ou com o fixador jugular do capacete sem o ajuste necessário. Em ambas as situações há comprometimento da segurança do usuário. O Código de Trânsito Brasileiro não prevê autorização para usar a viseira levantada, mesmo em altas temperaturas. A falta de ajuste da tira jugular pode provocar um enforcamento num eventual acidente.” 

Para Loureiro, a população usa os equipamentos apenas para não ser multada. “Eles não têm consciência de que os equipamentos têm a finalidade de protegê-lo. O capacete ajustado com a viseira no lugar pode evitar traumas na cabeça e na face é isso que devemos ter em mente.”

O tenente frisa que um velho costume adotado pelos moradores também configura infração de trânsito. “Muitos moradores, gente até da 3a idade, costumam passar no bar após o período de trabalho. Bebem e depois saem dirigindo. Temos um bafômetro para verificar a quantidade de álcool ingerido. Nos últimos três meses foram 14 autuações de embriaguez.”

Comentários

Comentários