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Renault/Nissan quer dobrar fatia no País


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Brasília - O presidente mundial da Renault/Nissan, Carlos Ghosn, afirmou que o grupo pretende duplicar sua presença no mercado automobilísticos brasileiro. A empresa tem hoje 6,5% e pretende chegar a 13% até 2016.

“A aliança tem hoje uma participação de mercado [no Brasil] bem abaixo da participação que a aliança tem a nível mundial”, disse Ghosn citando fatia de 10% da aliança franco-japonesa no cenário mundial.

O empresário se reuniu hoje com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, para apresentar os planos de investimento do grupo no Brasil para os próximos anos. A fábrica da Renault em São José dos Pinhais (PR) será ampliada, e uma fábrica da Nissan será construída em Resende (RJ).

 Os valores dos projetos e a previsão do número de empregos que serão gerados não foram divulgados.

Ghosn afirmou que até o fim do ano o Brasil deve ser o segundo maior mercado para a Renault, atrás somente da França -atualmente, o Brasil ocupa a terceira posição. Ele negou que a decisão do governo federal de aumentar o IPI prejudique os investimentos do grupos no país.

“A decisão do governo de aumento de IPI é uma decisão que para as montadoras vai ter um incentivo para produzir localmente, sem nenhuma dúvida. Ter uma taxa de localização acima de 65% é totalmente normal. Na China, ela é de 90%”, disse.

Durante a reunião, da qual participaram os governadores Sérgio Cabral (PMDB-RJ) e Beto Richa (PSDB-PR), se discutiu ainda a tecnologia desenvolvida pelo grupo para a venda de carros elétricos.

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