Santa Casa. O próprio nome revela o objetivo de tal instituição. Melhorar a vida sofrida dos rejeitados e marginalizados foi o intuito inicial da fundação das santas casas de misericórdia. Em sua origem, a “casa” alimentava os famintos, assistia aos enfermos, consolava os tristes, educava os enjeitados e sepultava os mortos. Tempos depois, a assistência se expandiu aos recém-nascidos que eram abandonados. Com tal pensamento, a ajuda sempre foi muito mais assistencial do que propriamente terapêutica. Isso desde a fundação da primeira santa casa do mundo, a Santa Casa de Misericórdia de Lisboa, em Portugal, criada em 1498, pelo Frei Miguel de Contreiras, com o apoio da rainha Dona Leonor e do rei Dom Manuel I.
Espalhadas por todo o Brasil, as santas casas fazem parte da herança colonial. A primeira instituição do gênero de que se tem notícia no País é a Santa Casa de Misericórdia de Olinda, fundada no País no ano de 1539. Em Bauru, a Santa Casa de Misericórdia completou 100 anos no última dia 29 de setembro. E, apesar do que muitos pensam, a “casa” permanece viva, ativa em suas atividades assistenciais e planeja ampliar o atendimento direto à população. Para tanto, as ações planejadas tem como alvo principal a população idosa (Leia mais nas próximas páginas).
“A Santa Casa sempre teve um pioneirismo no atendimento à comunidade bauruense e região. Queremos resgatar isso. Esse era o objetivo dos benfeitores que nos antecederam e não podemos nos acomodar e ficar somente na administração dos bens que ainda existem. Essa é nossa preocupação constante. Procuramos praticar as 14 Misericórdias (Leia mais no infográfico abaixo) com as diversas atividades desenvolvidas, como dar assistência às gestantes carentes, por exemplo”, afirma o vice-presidente da entidade, João Batista de Sousa.