Bairros

Desapropriação eleva Santisa

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 1 min

Em 1977, os hospitais da Santa Casa de Misericórdia de Bauru, Hospital de Base (HB) e o Hospital e Maternidade Santa Isabel, foram desapropriados. Diante do fato de perder o primeiro instrumento de trabalho, a instituição se voltou a procurar outras alternativas. Foi quando a “Santisa”, nome fictício da indústria farmacêutica da Santa Casa, passou a produzir em larga escala comercial.

“Quando a Santa Casa ainda tomava conta do Hospital de Base, para economizar, começamos com uma pequena indústria, na verdade um departamento do próprio hospital. Produzíamos soro, isso em torno de 1960. Com isso, a Santa Casa conseguia suprir parte das suas necessidades. E a produção se tornou rotina diária. Com a Santisa, passamos a produzir mais de 45 fórmulas e os medicamentos eram produzidos a preços competitivos e vendidos para outras santas casas e hospitais”, relata com saudosismo João Batista de Sousa, vice-presidente da instituição.

A Sanvisa cresceu a tal ponto que seus medicamentos eram vendidos e transportados de barco para a região Norte. “Até que começaram os problemas com a fiscalização que pegava os produtos e dizia que não tínhamos recolhido tal imposto, e a nossa inscrição estadual era isenta. Os medicamentos ficavam presos até provarmos que éramos Santa Casa e conseguirmos a liberação”, revela João Batista.

Com tantas fiscalizações e depois de muita persistência, a irmandade da entidade pensou que o melhor a fazer era vender a indústria, o que aconteceu em 2004.


Frutos

Para o vice-presidente da Santa Casa de Misericórdia de Bauru, ver a Sanvisa, hoje, com 90 funcionários é motivo de alegria e de dever cumprido. “Significa que o projeto deu bons resultados e que 90 famílias são beneficiadas por ele, atualmente”. 

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