Da Agência Brasil |
|
|
Dilma Rousseff e os presidentes do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, durante encontro no Castelo de Val Duchesse |
A presidenta Dilma Rousseff afastou nesta segunda-feira (3) a possibilidade de serem adotadas medidas mais duras de ajuste fiscal na tentativa de combater os impactos causados pela crise econômica internacional.
Para Dilma, medidas que chamou de “extremamente recessivas” foram executadas nos anos de 1980 e 1990 no Brasil e geraram resultados negativos. Segundo ela, os ajustes adotados naquela ocasião levaram à “estagnação e ao desemprego”.
“O Brasil está fazendo o que é possível para reduzir os impactos da crise (econômica internacional)”, disse a presidenta. “Os países devem agir para evitar que seus povos vivam o desemprego e perdas dos direitos sociais”, acrescentou, depois da reunião com o primeiro-ministro da Bélgica, Yves Leterme.
Dilma disse ainda que, apesar das dificuldades causadas pela crise econômica internacional, o Brasil consegue dar continuidade aos programas de desenvolvimento. “Mesmo durante a crise econômica seguimos desenvolvendo”, disse ela.
A presidenta e o primeiro-ministro se reuniram por cerca de uma hora nesta segunda-feira, na sede do governo belga, quando a crise econômica internacional dominou a conversa. Segundo Leterme, os governos devem adotar medidas que mantenham o poder de compra e a capacidade de crescimento econômico de suas regiões.
Confira os detalhes na edição impressa desta terça-feira (4).
