O adversário do Noroeste vive uma crise às vésperas da estreia na segunda fase da Copinha. Os jogadores do Paulista fizeram uma paralisação em protesto contra o atraso de dois meses nos salários e ameaçam até não entrar em campo, no próximo sábado, contra o Norusca. De acordo com a assessoria de imprensa do clube de Jundiaí, o presidente do Paulista, Djair Bocanella, atendeu a imprensa, ontem, para comentar sobre a situação do clube. "Estamos com muitas dificuldades financeiras. Já falei e vou repetir: esses jogadores estão honrando a camisa do Paulista, com muito brio e hombridade. Todos eles são homens de verdade", declara Bocanella, pela assessoria.
O presidente do Paulista deu razão aos jogadores. "A reivindicação dos atletas é justa e não posso censurar. Eles têm o direito de tomar essa atitude e nós (diretoria) é que estamos devendo satisfações a eles, que se mostraram muito profissionais dentro de campo", coinsidera. Bocanella reconheceu as dificuldades do clube em honrar seu compromisso com o elenco. "Estamos passando por um momento difícil de relacionamento com o nosso parceiro e esse período coincidiu com a falta de entrada de receitas, mas estamos com algumas ações a curto prazo que devem gerar receitas para pagarmos pelo menos parte dos salários dos atletas", falou o presidente, mostrando muita transparência e honestidade.
Segundo a assessoria de imprensa do Paulista, antes de atender a imprensa, Djair Bocanella conversou com todo o elenco e comissão técnica, explicando toda a situação para os atletas. Ele preferiu não afirmar com certeza uma data para a entrada dos recursos para efetuar o pagamento. "Dependemos de algumas situações que envolvem terceiros e isso nos deixa de mãos atadas, pois dependemos de outros. Além disso, a greve dos bancos também dificultou algumas operações que seriam feitas já na semana passada. Eu havia dado um prazo aos atletas e não conseguimos cumprir em função desses fatores. Por isso preferi não dar uma data, mas a expectativa é que o pagamento seja feito ainda nesta semana", afirmou Bocanella.