Turismo

Paris


| Tempo de leitura: 6 min

Passe no Office de Tourisme


O Office atende, informa, divulga. Dúvidas sobre a cidade? Basta ir ao escritório central (127, avenue dês Champs Elysées, tel. 08 36 68 31 12) ou ás agências da Gare de Lyon ou da Torre Eiffel.


Lutécia a Paris


Bem-vindo a Paris, diz o poeta, dramaturgo e novelista Victor Hugo (1802-1885). E o autor de "Os Miseráveis" e "O Corcunda de Notre-Dame" emenda: "Eu sou bela, ó mortais! Como um sonho de pedra". O trecho é emprestado de "A Beleza" (1850), escrita por um contemporâneo seu, o poeta Charles Baudelaire (1821- 1867).

É assim em uma das temporadas de verão da Cidade Luz que Victor Hugo, ressurge, vindo a público receber turistas de todas as partes do mundo numa das atrações oferecidas na estação quente para seus visitantes: o Paris Story.

Durante anos ele foi o anfitrião desse passeio virtual de 45 minutos, projetado numa imensa tela e reservado para, no máximo, 175 pessoas. Com modernos recursos de áudio e vídeo, é de fato uma viagem no tempo. Recua-se mais de 2 mil anos. (AE)

A paixão de Toulosse e Renoir


Chega-se ao ano 52 antes de Cristo, quando Paris ainda era Lutécia e passou a ser saqueada pelos enviados de César. E Victor Hugo conta a história de Paris, suas alegrias e seus dramas. Com fones de ouvido, acompanha-se a narração ? em português, sim, o português é uma das 12 línguas em que o show foi traduzido.

A "experiência para compreender a alma de Paris", como definem os idealizadores do programa, segue. Vai do período galo-romano aos tempos medievais, à Renascença, ao período do Rei Sol (de Luís XIV), do Iluminismo, das revoluções, dos mandos e desmandos napoleônicos, da belle époque, da avant-garde. E chega à modernidade.

Fotos de Henri Cartier-Bresson dão mais charme à projeção, bem como telas de apaixonados pela cidade, como Toulouse-Lautrec e Renoir.

Painéis decoram a saída da sala de exibição. Ali estão, em ordem cronológica, os principais fatos que marcam a (r)evolução da cidade. É um pouco do que foi projetado, mas com mais profundidade. Foram criadas 150 pequenas maquetes dos principais pontos da cidade, acompanhadas de fotos aéreas feitas por Philippe Guignard. E, em meados de setembro, deve ser inaugurado um espaço para a exibição dos filmes dos irmãos Lumière, responsáveis pela transição do cinescópio para o cinema.

____________________

Os cafés do rio Sena


Houve um tempo, quando uma Europa devastada pela 2ª Guerra Mundial (1939-1945) tentava se reerguer em que era mania entre a juventude parisiense se esparramar pelos cafés da margem esquerda do Rio Sena e discutir dilemas filosóficos. Na mesa ao lado, era possível encontrar Jean-Paul Sartre, o ícone da época. Sartre construiu uma obra que representa um dos pilares do Existencialismo. Por escrever, além de complicados tratados - como "O Ser e o Nada", de 1943 -, também digeríveis obras existencialistas de ficção, a exemplo da trilogia "Os Caminhos das Liberdade", publicada entre 1945 e 1949, Sartre desfrutou de popularidade. Até sua morte, em 15 de abril de 1980, a fama se manteve. Seu enterro foi acompanhado por 50 mil pessoas.

Saint-Germain e Montparnasse

Paris é uma cidade aberta a todos os tipos de passeios. Gostoso mesmo é andar por suas ruas, suas praças, seus bairros com tanta história, cultura e filososia.

É possível, por exemplo, fazer um passeio sartriano por Paris, nos bairros de Saint-Germain-des-Près e Montparnasse. Ali é possível freqüentar os cafés favoritos do filósofo e até lhe fazer um visita póstuma.

Tome a linha 4 do metrô e desça na estação Saint-Germain-des-Près, na esquina do Bulevar Saint-Germain com a Rua Bonaparte. A saída desemboca na praça que, desde 2000, se chama Sartre-Beauvoir, em homenagem ao pensador e sua companheira - eles não chegaram a viver juntos e nunca se casaram -, a escritora Simone de Beauvoir (1908-1986). É uma honraria que Sartre provavelmente aceitasse, já que ele passou incontáveis horas de sua vida em longas discussões em dois cafés vizinhos à praça.

Siga pelo Bulevar Saint-Germain e atravesse a Rua Bonaparte. Pronto, você está em frente ao Les Deux Magots, um dos dois cafés favoritos do filósofo. Se no pós-guerra o local era modesto e servia como reduto de intelectuais e estudantes, hoje o público é formado basicamente por turistas e franceses ricos.

____________________

Verde e flores nos jardins


Paris sem jardins? Impossível. Eles fazem parte da alma parisiense.

Ninguém consegue imaginar essa cidade sem suas áreas verdes e o colorido nas flores.

Paris é a metrópole mais verde da Europa e tem nos jardins e parques uma espécie de moldura natural para seu extraordinário patrimônio urbana.

O francês Brice que disse: " A torre Eiffel precisa dos jardins de Champ-de-Mars, assim como o Arco do Triunfo não prescinde dos jardins de Champs Elysées". Pura verdade.

Além dos famosos, incluindo ai os de Luxemburgo e das Tulherias, Paris tem seus "jardins de proximidade", que fazem parte do dia-a-dia dos parisienses.

No total, a cidade tem mais de 400 jardins e parques, com cerca de meio milhão de árvores, e a cada ano incorpora novas áreas verdes a seu patrimônio ambiental.

____________________

Charme até no cemitério


Existem cemitérios e cemitérios. Os de Paris são espaços ajardinados e "museus" de esculturas, verdadeiros parques no coração da cidade.

Os mais procurados nessas incursões culturais são:

lMontmartre ? 20, avenue Rachel ? metrô Place de Clichy, tel. 01- 43- 87-64-24

Algumas personalidades célebres sepultadas:

Stendhal, Edgar Degas, É mile Zola, Heinrich Heine, Theópile Gautier, Sacha Guitry

lMontparnasse ? 3, boulevard Edgard Quinet, tel: 01-44-10-86-50, metro Edgar Quinet

Algumas personalidades célebres sepultadas: Charles Baudelaire, Camille Saint-Saens, Guy de Maupassant, Alfred Dreyfus, Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, Samuel Beckett


lPère Lachaise, 16, rue Du Repos, tel. 01-55-25-82-10, metrô Père Lachaise

O mais visitado de Pais, conhecido como cemitério de l? Est.

Algumas personalidades célebres sepultadas:

Abelardo e Heloísa, Honoré de Balzac, Ferdinand de Lesseps, Gérard de Nerval, Alfred de Musset, Fréderic Chopin, Georges Bizet, Alphonse Daudet, Sarah Bernhardt, Oscar Wilde, Marcel Proust, Colette, Simone Signoret.

Sartre e Simone de Beauvoir estão enterrados no cemitério de Montparnasse (3, bulevar Edgar Quinet), que também abriga o escritor Julio Cortázar, o dramaturgo Samuel Beckett e o poeta Charles Baudelaire. Para chegar ao Montparnasse, imagine-se um personagem sartriano, pois a região serviu de cenário para as mais famosas narrativas existencialistas.

À direita da entrada principal está a singela sepultura compartilhada por Sartre e Beauvoir. Após reverenciá-la, tome o metrô na estação Edgar Quinet. Vá até a Biblioteca Nacional François Mitterrand (www.bnf.fr), no ponto final da linha 14.

Comentários

Comentários