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?Sensação de poder? dá prazer para alguns juízes, afirma especialista


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São Paulo - Para a psicóloga Liliana Seger, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, a função de julgar o destino das pessoas traz aos juízes uma sensação muito grande de poder.

E essa sensação, também observada em outras profissões relacionadas a poder, como de promotores, chega a liberar endorfina no corpo da pessoa e ela passa a sentir prazer. "Quanto mais atua, mas ele se sente poderoso. E não tem ninguém acima dele para dizer: para!."

A psicóloga acredita que, por isso, por mais louvável que seja o trabalho da associação, aulas de humildade só devem ser assimiladas por pessoas já inclinadas à humanidade e não deve surtir efeito nas soberbas.

"Elas vão dizer: ?que bobagem. Você acha que vou seguir essa lorota de ser bonzinho?? Não pega. Vai pegar em quem já tem esse perfil?."

Liliana diz, ainda, que os juízes e promotores com esse tipo de comportamento muitas vezes não tem noção desse seu comportamento.

Não percebem, por exemplo, nem que maltratam seus subordinados. "Acham que estão acima do bem e do mal. Se humilham um funcionário, até pensam que estão ajudando. "Mostrei como é a realidade dos fatos", disse.

Liliana diz que, para ela, o trabalho da associação pode surtir melhor resultado nos estudantes, mas com as aulas precisam com alguma regularidade. "Se vai nas faculdades, e trabalha muito isso, poder ser maravilhoso. Ter uma continuidade. Porque o professor é exemplo."

Até porque, segundo ela, muitos professores soberbos dão aulas e acabam passando uma mensagem errada de que para ser bem sucedido na carreira precisa ser assim.

"É um modelo inadequado, mas para eles é adequado por a pessoa se deu bem. Ainda é muito associado o fato de ser bravo, ser duro, é ser competente. Muito pelo contrário. Quando menos soberbo, mais competente."

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