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ONU corrige números sobre homicídios em São Paulo e também no Rio de Janeiro


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Brasília - A Organização das Nações Unidas (ONU) corrigiu ontem os números referentes às taxas de homicídio do Rio de Janeiro e de São Paulo, que fazem parte do Estudo Global de Homicídios 2011, divulgado na última, dia 6, pelo organismo internacional.

De acordo com os números reais, em 2009, a média de assassinatos ficou em dez a cada grupo de 100 mil habitantes, na Capital paulista, e 35 a cada 100 mil habitantes na capital fluminense. Em todo o Brasil, a média está em cerca de 30 a cada 100 mil.

Os dados divulgados estavam bem acima da média real. O gráfico da página 78 do levantamento mostrava que a quantidade de homicídios estava em torno de 40 a cada 100 mil, em São Paulo, e de 100 a cada 100 mil, no Rio de Janeiro, durante o mesmo período.

Os números foram contestados pelo Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, que apontou média de 34,4 assassinatos, em 2009.

O mesmo ocorreu com os índices de São Paulo, que superavam quatro vezes o número registrado no ano de 2009.

A errata está disponível para consulta no site oficial da Organização das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc).

"O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime informa que houve um erro na montagem do gráfico 6.4 da página 74, do Estudo Global sobre Homicídios 2011, que trata da queda dos índices de homicídios das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro", informa a nota da ONU.

A entidade alerta, no entanto, que a análise sobre a queda dos homicídios nas duas cidades está correta.

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