Nova York - A norte-americana Amanda Knox, 24 anos, diz ter sido molestada sexualmente por um funcionário de alto escalão na prisão italiana. A informação, contida em uma carta, foi revelada pela rede de televisão CBS.
Ela foi absolvida nesta semana, na Itália, da acusação de ter assassinado, em 2007, a britânica Meredith Kercher durante violento jogo sexual. Segundo a emissora, a carta escrita por Knox dá detalhes da manipulação e intimidação sexual que ele diz ter sofrido na prisão. O repórter conta que o funcionário teria levado a jovem até um escritório à noite e dito frases inadequadas. Knox retornou para casa nesta semana.
Em 2009, Knox e o então namorado Raffaele Sollecito haviam sido condenados pela Justiça italiana a 26 e 25 anos de prisão, respectivamente.
Ela havia se declarado inocente em italiano, em meio a lágrimas, antes de receber a sentença. "Perdi uma amiga da maneira mais brutal e mais inexplicável possível", disse. Apesar de ter sido inocentada pelo assassinato de Kercher, Knox foi condenada a três anos de prisão por calúnia. Ela havia acusado o dono do bar em que trabalhava, Patrick Lumumba, de ser responsável pelo crime e ele era inocente.