Realmente a morte de Steve Jobs é o assunto do momento. Não quero defender Steve Jobs, nem vou ficar citando os benefícios que ele e sua empresa prestaram ao mundo, isto é óbvio, certo? O JC disponibilizou na internet um link onde você dá sua opinião de como será o mundo sem Steve Jobs. Parei para ler e o que vejo é um monte de visões minimalistas sobre as coisas, como por exemplo: "Steve Jobs não inventou nada, ele apenas copiou". Não é isso que o jornal quer saber, é só ler o título, falta de interpretação de texto, acompanhada de uma falta de cultura e reconhecimento, acaba, levando as pessoas a se expressarem de uma maneira errônea e inconseqüente. Devemos entender que o mundo é uma constante evolutiva, não havia necessidade de carros até o primeiro ter sido inventado. Mas, tudo bem, inventaram o carro, não vamos ser hipócritas a ponto de dizer que com ele ou sem ele tanto faz como tanto fez, porque ele melhorou e ditou uma nova geração e novos avanços econômicos e sociais. Mas hoje as novas gerações começam a trabalhar em carros elétricos por quê? Porque algo inovador gera aprendizado e isso leva tempo para se adaptar, hoje temos que tapar os buracos feitos na atmosfera que podem levar a uma catástrofe natural de tamanho incalculável. E é aí que eu quero falar. Steve Jobs realmente não inventou o computador, ele inventou um estilo de vida, ele criou uma geração, todas as críticas feitas via JCNet foram feitas através do.... computador, que graças à genialidade de unir ferramentas sem fundamentos foi criada hoje a maior ferramenta de comunicação do mundo. Parem de pensar em máquinas, isso é uma evolução da comunicação.
Eu sei que ele não criou o "mouse" ou a "interface gráfica", o que ele fez foi criar uma mídia, uma comunicação diferente que fez com que todo o mundo mudasse sua maneira de pensar, pois se todos pensarmos da mesma forma e quisermos agradar a todos estaremos vivendo na mesmice do dia-a-dia que todos lutam para sair. Ford e Steve Jobs criaram conceitos, estilo de vida. Sr. Luís Paulo Domingues, li sua crônica e entendo perfeitamente seu ponto de vista, e quero que entenda o meu papel - não é defender um homem ou uma geração.
E sim defender o princípio evolutivo do homem, o mundo precisa de mais pessoas como Jobs, Da Vinci, Ford e Jesus Cristo, que incentivam e doutrinam culturas e forçam a nós, simples mortais, a pensar, questionar, se entender e crescer. Não estou comparando Jesus a ninguém, que fique bem claro, sou católico e com muito orgulho. O que estou falando é da importância de grandes mentes para o mundo. É fácil criticar o jovem que fica no computador, mas e os "mais velhos", o que fazem? Vou dizer. Ficam em frente à TV reclamando de pessoas que têm nas mãos uma ferramenta que pode facilmente levá-las para qualquer lugar, o bem ou o mal, depende da pessoa e da educação, seus princípios e principalmente desse diálogo entre gerações, para que possamos ser mais compreensivos e amorosos.
Até para isso Steve Jobs serviu, para que pais conversem mais com seus filhos, que olhem mais por eles, que acompanhem sua evolução. Antigamente era fácil criar um filho, era só desligar a TV e pronto, mas hoje temos celulares, internet e games. Isso não é ruim, isso é evolução, o homem aprende com desafios. Só para encerrar, o consumismo é considerado erro por quê? Você junta dinheiro para quê? Viajar? Tomar chope? Investir em livros e estudos? Por que não em computadores melhores, mesmo que seja lançado um novo a cada mês? Isso é certo? É errado? Não sei, mas acredite, enquanto alguns reclamam sem fundamento nenhum, outros estão trabalhando para entender essas cabeças con-sumistas para realmente ver se está certo ou errado. Eu acredito nisso, pois se eu não acreditar na minha própria espécie, vou dormir com macacos. Quer moleza? Então fica reclamando em frente à TV? Luís Paulo Domingues, não é uma crítica e sim uma visão, gostei, e muito, da sua crônica. Parabéns! Acredito que esse exercício do diálogo e conflitos de ideias é um passo para o desenvolvimento. Estou à disposição para conversarmos mais.
O autor, Diego Rafael Bolinelli, é colaborador de Opinião