São Paulo - Terminou sem acordo na noite de ontem a última tentativa de encerrar a greve nos Correios antes do julgamento da questão no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
A greve agora vai ser julgada às 16h de hoje no próprio TST. Serão analisadas as questões do reajuste econômico, o desconto dos dias parados e também a abusividade da paralisação, que começou no dia 14 de setembro.
Os encontros na noite de ontem foram solicitações dos representantes dos funcionários grevistas ao TST para que intermediasse uma nova rodada de negociações com os Correios.
O ministro relator da questão, Mauricio Godinho Delgado, recebeu em separado diretores da empresa e também representantes da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect).
Os Correios concordaram em aceitar novamente as duas propostas feitas em audiências no TST, uma delas pela ministra Maria Cristina Peduzzi e a outra do presidente do tribunal, João Oreste Dalazen.
Os representantes dos trabalhadores se recusaram a aceitar o desconto de uma parte dos dias parados - ponto em que os Correios não abrem mão. A empresa quer o desconto de seis dias pelo menos (do total de 28), que já foram descontados em folha de pagamento.