Observando os valores materiais do homem hodierno, podemos perceber com clareza o consumismo crescendo de acordo com o capitalismo mundial. Devido a esse e outros fatos, o homem do século XXI, cada vez mais está utilizando seu tempo para trabalhar e aprimorar o seu conhecimento intelectual, se afastando de valores morais ou espirituais.
Desde os primeiros relatos históricos da antiguidade, até os dias de hoje, o consumismo sempre esteve nos valores principais do homem. Porém, com a globalização, o avanço material das sociedades e com um mundo capitalista em que vivemos, o consumismo está sendo executado de forma exagerada pelo homem. Infelizmente ou felizmente, esse consumismo exagerado é resultado de um sistema ambicioso, que cada vez mais confunde os valores do ser humano, optando em valorizar o "ter" do que o "ser".
É fácil perceber que o sistema cobra do ser humano o trabalho desgastante, desde um médico, até um pedreiro, ou o estudo árduo de um jovem estudante, afastando cada vez mais o homem de sua família, de tempos para si mesmo, de tempos para questionar o mundo, enriquecendo o individualismo. Infelizmente, o sistema aproveita esse padrão rígido imposto por ele para alimentar ele mesmo (sistema), impondo ao homem o desejo de possuir a matéria, de consumir cada vez mais, para tentar aliviar a solidão, a turbulência emocional que o sistema mesmo causa nas pessoas. Talvez seja esse o motivo de shoppings estarem lotados e as bibliotecas estarem vazias.
O consumismo exagerado do século XXI interfere em muitos aspectos, como: religião, cultura, etc. Pesquisas relatam que a maioria dos países mais desenvolvidos e com a maior índice de consumismo são os países que menos estão possuindo fiéis nas igrejas, ou pessoas que acreditam em mudanças morais ou "crenças supremas". Apesar do século XXI e do milênio ser o período da tecnologia, da matéria, do consumismo, somos o período do individualismo, o período onde as pessoas tentam controlar turbulências mentais e sentimentais com o consumo excessivo da matéria.
Devemos pensar em nossos valores, devemos procurar outros modos para suprir nossos sentimentos, que não seja a matéria, o consumir, o comprar. Mas sim a caridade.
Estamos longe de vivermos em uma sociedade perfeita, onde teremos um sistema perfeito, um quadro social perfeito, sem desigualdades. Mas nunca é tarde para conscientizarmos o mundo nesses aspectos e pensarmos em começar a construir uma sociedade onde o "ser" irá ter mais valor que o "ter".
Matheus Puga - 16 anos