Igaraçu do Tietê - A Secretaria da Fazenda de São Paulo cassou ontem a inscrição estadual do posto Igarapetro Comércio de Combustíveis e Serviços Ltda., localizado na rua Octorino Maestro, no bairro Jardim das Acácias, em Igaraçu do Tietê (71 quilômetros de Bauru), por desconformidade no combustível coletado. A ação foi realizada pela equipe da Delegacia Regional Tributária de Bauru, durante operação “De Olho na Bomba”.
O gerente do posto Igarapetro, Rafael Luvizutto, declarou ao JC que vai recorrer da autuação na Justiça para reabrir o estabelecimento. As amostras de combustível foram coletadas, segundo ele, no começo do ano. “Fazemos a nossa análise, mas não temos culpa quando dá resultado fora das especificações. Não é maldade, (o combustível) vem da usina, não tem como adulterar o álcool”, frisa.
Segundo a Secretaria da Fazenda, as amostras coletadas das bombas são enviadas a um laboratório especializado da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para análise.
Luvizutto afirmou que se o estabelecimento ficar fechado por mais tempo terá de demitir seis pessoas. Um outro estabelecimento do mesmo município flagrado na mesma fiscalização ficou oito meses fechado, de acordo com ele. “É mais desemprego na cidade se o posto ficar fechado. Se não conseguirmos uma liminar, será necessário mudar a razão social”, conta.
O Auto Posto Colina de Presidente Alves ficou fechado por alguns dias, após a blitz da Secretaria da Fazenda constatar que o álcool encontrado em um dos tanques tinha pH de 5,6 (o mínimo deve ser 6,0), mas o juiz da 1ª Vara Judicial da Comarca de Pirajuí, Fabio Correia Bonini, concedeu a liminar que suspendeu os efeitos do lacre nas bombas e autorizou a abertura do estabelecimento. No caso de infração aplicada pela Receita Estadual, os postos são impedidos de funcionar e têm lacrados os tanques que contenham combustíveis, além de suas respectivas bombas de abastecimento.