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Motorista que matou cinco na Anhanguera dormiu ao volante

Folhapress
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Ribeirão Preto - O laudo do tacógrafo do caminhão que saiu da pista e atingiu seis trabalhadores na rodovia Anhanguera em 20 de setembro, em Ribeirão Preto (213 km de Bauru), aponta que o motorista dormia no momento do acidente.

A afirmação é do delegado Carlos Henrique Araújo Garcia, do 4.º DP (Distrito Policial).

Marcos Aurélio Quintino Camilo, 42 anos, dirigia um caminhão com bobinas de aço quando invadiu a área de uma obra na pista. Dois seis trabalhadores atropelados, cinco morreram. Segundo a polícia, ele disse que havia tomado oito rebites (anfetamina para evitar que dormisse) com cachaça e que já dirigia há 20 horas seguidas.

O laudo sobre o tacógrafo foi entregue à polícia na tarde de anteontem. Segundo Garcia, o tacógrafo mostrou que o caminhão trafegava dentro da velocidade permitida no trecho, que é de 60 km/h. No ponto exato do acidente, porém, a velocidade havia reduzido para um patamar entre 38 km/h e 54 km/h. Na visão do delegado, essa queda demonstra sonolência.

Outro indício, diz o delegado, é que o laudo comprovou que o caminhão estava rodando na estrada por 17 horas praticamente seguidas - parou apenas por 40 minutos. O motorista alegou, à época, que estava sem freios.

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