Os jogadores do Palmeiras vão reagir ao episódio que envolveu o volante João Vítor, agredido na última terça-feira por torcedores do clube. Após alguns contatos com a direção dos Sindicato de Atletas, líderes do grupo palmeirense, como o goleiro Marcos, tentam agendar reunião para sexta-feira com representantes da Secretaria de Segurança Pública do Estado, do Ministério Público (MP) e da Federação Paulista de Futebol (FPF). Na pauta, a disposição dos jogadores de não entrar em campo caso atos de violência voltem a ocorrer.
A ideia dos jogadores do Palmeiras é pressionar a direção das torcidas uniformizadas para que fiscalizem o comportamento de seus associados. Espera-se que, ao se sentirem responsáveis pelo destino da equipe, os torcedores parem de apelar para a violência toda vez que estão insatisfeitos com o rendimento do time ou de algum atleta.
A relação do grupo de jogadores com a comissão técnica e diretoria do Palmeiras degringolou de vez. Cansados e revoltados com a falta de posicionamento mais contundente do clube em relação à agressão sofrida por João Vítor, parte de grupo de profissionais resolveu agir por conta própria.
"A violência é recorrente. Foi assim com o Vanderlei (Luxemburgo, técnico agredido por palmeirenses no aeroporto de Congonhas) e o Vágner Love (atacante agredido por palmeirenses em uma agência bancária perto do clube). E a diretoria não se posiciona", explicou pessoa que acompanha de perto o caso.
Afastado
Kléber não joga mais pelo Palmeiras. A paciência da diretoria do clube e do técnico Luiz Felipe Scolari chegou ao fim após o jogador discutir com o treinador em consequência da confusão entre o volante João Vitor e torcedores, na tarde da última terça-feira, em frente ao portão principal do Palestra Itália.
Após uma dura discussão entre os dois, Felipão colocou a diretoria contra a parede e avisou que só continuaria no Palmeiras se Kléber fosse afastado do time. Aí, o vice-presidente de futebol do clube, Roberto Frizzo, decidiu atender ao treinador.
Kléber será comunicado hoje que não joga mais enquanto Felipão estiver no comando da equipe. "Foi uma decisão tomada em conjunto por comissão técnica e diretoria. Não temos mais o que falar neste momento", disse Frizzo, ontem.