Paris - A Promotoria de Paris arquivou ontem denúncia de estupro da jornalista francesa Tristane Banon contra Dominique Strauss-Kahn, ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), por considerar que não havia provas suficientes do crime. No entanto, os promotores reconheceram que os fatos relatados "podem ser qualificados como agressão sexual".
Mesmo com as provas da agressão sexual, o crime não pode mais ser julgado, pois prescreve em três anos, e estupro prescreve após dez. Banon alega ter sido estuprada em 2003, mas só decidiu acusar Strauss-Kahn em julho deste ano, após denúncia semelhante feita nos EUA pela camareira Nafissatou Diallo.
O advogado de Banon, disse que a cliente estava entre "a decepção e a alegria", pois, ainda que a Promotoria reconheça que houve delito, não verá agressor atrás das grades.