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Presa quadrilha de ladrões de banco

Folhapress
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São Paulo - O Departamento de Investigações Sobre o Crime Organizado (Deic), da Polícia Civil, prendeu ontem quatro homens apontados como integrantes da maior quadrilha de ladrões de banco em atividade no Estado de São Paulo.

Eles eram monitorados pela Delegacia de Roubo a Bancos havia cerca de seis meses. Segundo o chefe do Deic, delegado Nelson Silveira Guimarães, a polícia investiga ao menos 40 roubos a banco como cometidos pela quadrilha, isso nos três últimos anos.

O quarteto foi preso quando atacava um banco no bairro do Bom Retiro, área central de São Paulo, na tarde de ontem. Um dos vigias do banco roubado também foi preso sob suspeita de facilitar a ação dos ladrões. Três ladrões escaparam em um GM Corsa e em um Fiat Uno.

Para os policiais da Delegacia de Roubo a Banco, o marceneiro Wilian Bruno Barbosa da Silva, 24 anos, conhecido como Di Menor, um dos presos ontem, é o chefe da quadrilha.

Também foram presos o vendedor Clayton Paulo dos Santos, 26 anos, o Kéu; o cobrador Thiago de Castro Pereira, 27 anos, o Periguinho; e Alessandro Fago Guedes Galvão, 32 anos, o Kiki.

A reportagem não localizou os advogados dos suspeitos.

 

Golpe

A polícia também prendeu dois homens de uma rede especializada em montar peças de caixas eletrônicos instaladas em agências bancárias para capturar informações dos clientes. A operação foi realizada anteontem na região de Água Fria, zona norte de São Paulo.

A quadrilha acoplava teclados, telas e leitores de cartão às máquinas originais para ter acesso aos dados bancários dos clientes. No local, foram encontrados aproximadamente mil cartões magnéticos.

Dois homens foram presos: o técnico em eletrônica Elson Yshii, 45 anos, e o comerciante Danilo Araújo da Silva Zocca, 33 anos. Segundo policiais do Deic, Yshii tem passagem por pirataria de programas de informática e Zocca, por roubo e estelionato.

Há 30 dias a polícia começou a investigar grupos especializados na montagem de dispositivos que anulam rastreadores de caminhões de cargas. Durante a apuração, a empresa foi identificada como a responsável por desenvolver equipamentos eletroeletrônicos para quadrilhas.

A defesa dos presos não foi encontrada para responder sobre o caso.

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