Internacional

Protestos de Wall Street atingem mundo


| Tempo de leitura: 2 min

Roma - Manifestantes saíram às ruas ontem ao redor do mundo para acusar banqueiros e políticos de destruir economias, mas somente em Roma o “dia global da raiva” degringolou para a violência.

 Estimulado pelo movimento Occupy Wall Street, os protestos começaram na Nova Zelândia, passaram pela Europa e espera-se que voltem a Nova York, seu ponto inicial. Os protestos atingiram a maior parte das capitais europeias e outras cidades.

Eles coincidiram com o encontro do G-20 em Paris, onde ministros das finanças e presidentes de bancos centrais das principais economias estavam mantendo conversas sobre a crise.

Em Frankfurt, na Alemanha - capital financeira da Europa - um grupo de manifestantes protestou em frente ao Banco Central Europeu.

Foram cerca de 6 mil pessoas, segundo a organização antiglobalização Attac, e 5 mil de acordo com a polícia, na praça em frente ao instituto monetário europeu, na qual se vê um grande símbolo do euro azul e amarelo.

Nos cartazes dos manifestantes, era possível ler, entre outros lemas, “Acabemos com a ditadura do capitalismo”. “Apenas uma solução, a revolução!”, “Não somos bens nas mãos de banqueiros”, diziam alguns dos cartazes dos manifestantes, que iniciaram sua marcha antes das 14h  de ontem (9h de Brasília).

“Hoje é apenas um início. Queremos avançar em direção a um movimento global”, disse Andrea Muraro, um estudante.

Em Londres, cerca de 500 pessoas marcharam da catedral de St. Paul até a Bolsa de Valores. Os manifestantes, cercados por três cordões policiais e por uma polícia montada atrás, carregavam bandeiras que proclamavam “Sem mais cortes”, em referência à política drástica de austeridade do governo britânico, ou “Goldman Sachs é obra do diabo”.

Em Madri, manifestantes se aglomeraram na praça Porto do Sol. Manifestações devem ocorrer em ao menos outras 60 cidades da Espanha, segundo o jornal “El Pais”.

Bélgica

Milhares também foram às ruas de Bruxelas ontem, para uma passeata que começaria no centro e seguiria até se concentrar em frente às principais instituições da União Europeia, em protesto contra o atual sistema financeiro.

A manifestação partiu da estação Norte da capital belga com direção à praça da Bolsa de Valores, no centro da cidade, e posteriormente, rumo ao distrito onde ficam as sedes da Comissão Europeia, Conselho Europeu e Parlamento Europeu, segundo os organizadores do evento.

Os manifestantes levavam cartazes contrários à resposta europeia à crise financeira, ao sistema capitalista e em favor da mobilização dos cidadãos.

Comentários

Comentários