O problema do rio Batalha precisa ser solucionado com urgência: desassoreamento, recuperação das matas ciliares, reparo onde ocorrem vazamentos e uma lei municipal para impedir o desperdício de água com lavagens de calçada e outros. Essa estória de ir abrindo poços para solucionar o problema não é bem assim. Conforme consta no antigo jornal em 23 de fevereiro de 2007 "Bauruzão", à página 5, em entrevista dada pelo então vice-presidente do Instituto Vidágua, à época sr. Kláudio Coffani Nunes, sob o título "Rio Batalha pode morrer em dez anos", que cito na integra: "Outro grave problema que atinge a cidade é a contaminação de sua atual maior fonte de água: o aqüifero Bauru."
Responsáveis por 60% do abastecimento de toda a cidade, os 29 poços foram perfurados pelo DAE, nos últimos 30 anos, para garantir o abastecimento da cidade, prevendo os futuros problemas do Rio Batalha. Entretanto, alguns trechos do aqüifero já estão contaminados, principalmente em áreas próximas aos distritos industriais: "São indústrias e empresas que estão perfurando ilegalmente poços, sem seguir as determinações necessárias. É como se eu espetasse uma agulha contaminada em alguém. Vamos ficar sem fontes de água nesse ritmos", garante o vice-presidente do Vidágua, Kláudio Coffani. Precisamos agir rápido e respeitar o meio ambiente.
Amilton Marques Sobreira - advogado e presidente da ONG SOS Cerrado