Ao menos 10 bairros ficaram sem água na tarde de ontem, depois do rompimento de uma adutora da rede de abastecimento do Departamento de Água e Esgoto (DAE). A adutora de 14 polegadas fica na quadra 6 da avenida Comendador José da Silva Martha e é responsável pela distribuição de água do Rio Batalha para os bairros Altos da Cidade, Centro, Jardim Estoril, Jardim América, Jardim Europa, Jardim Panorama e Jardim Aeroporto, além da Vila Universitária, Vila Cardia e Higienópolis. O DAE não informou o número de moradores atingidos pelo desabastecimento, mas estima-se em 100 mil.
De acordo com a assessoria de imprensa do departamento, o rompimento ocorreu na madrugada de ontem e a previsão era de que os reparos fossem concluídos até a noite de domingo. O trabalho foi executado pela Divisão Técnica e Eletromecânica da autarquia.
A assessoria adiantou que o departamento disponibilizará caminhão-pipa para os atendimentos emergenciais, obedecidas a ordem de prioridade e cronologia das solicitações em caso de necessidade.
A falta d’água nos bairros servidos pela adutora acontece logo após a normalização da capacidade de captação de água no rio Batalha, o que ocorreu no final da semana passada por conta das chuvas. A cidade acaba de sair de um período de estiagem, que resultou em desabastecimento. O DAE trabalhou em sistema de rodízio para não deixar nenhuma região de Bauru sem água nas torneiras.
Na última sexta-feira, quando a lagoa do Batalha voltou a 2,60 metros, nível considerado adequado (no período de seca chegou a 2,06 metros), o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) foi conferir com a reportagem do JC as condições de captação da água no rio Batalha, de onde provém água para abastecer 40% da cidade de Bauru, o equivalente a cerca de 137,6 mil bauruenses. Ele não só ratificou a normalidade do nível do rio. Na oportunidade, também disse: “isso não quer dizer que não tenha problema, porque uma bomba estoura ou um cano estoura”. Pareceia premonição.