Trípoli - A cidade líbia de Bani Walid, um dos últimos redutos fiéis ao ex-ditador Muammar Gaddafi, 170 quilômetros ao sudeste de Trípoli, foi “totalmente libertada”, disse ontem Ahmed Bani, um dos chefes militares do Conselho Nacional de Transição (CNT).
Segundo ele, 90% a cidade - incluindo o centro da cidade - foi tomada por forças leais ao novo governo. É a primeira vez que o governo provisório consegue chegar ao centro.
De acordo com moradores, homens leais a Gaddafi recuaram devido ao avanço das forças do governo nos últimos dias. Segundo relato do morador Moammar al Warfali, combatentes do governo de transição cercaram o centro, um hospital e vários edifícios que eram usados por franco-atiradores leais a Gaddafi para impedir o avanço.
Junto com Sirte, cidade natal de Gaddafi, Bani Walid era o outro local de importância onde ainda havia resistência armada por parte do regime. “Chegamos o centro da cidade e hasteamos a bandeira”, disse mais cedo o coronel Abdullah Naker, chefe do Conselho Revolucionário de Trípoli.
Combatentes que participam da ofensiva em Bani Walid também afirmaram que haviam entrado na cidade, que fica aninhada ente morros rochosos, cerca de 150 quilômetros ao sul de Trípoli.
Bani Walid é a terra da tribo Warfalla, a maior e uma das mais influentes do país. A cidade está sitiada há semanas, e as autoridades negociavam uma rendição com os líderes tribais.
Pessoas ligadas a autoridades do regime de Gaddafi fugiam da cidade de Sirte ontem, entre elas a mãe e o irmão de Mussa Ibrahim, porta-voz de Gaddafi, informou um comandante do CNT. “São parentes de autoridades do regime. A mãe e o irmão de Musa Ibrahim estão entre eles”, afirmou Wissam ben Hamidi, ao revelar que sete veículos com homens, mulheres e crianças deixaram os dois bairros da cidade onde estão entrincheirados os últimos leais ao ditador líbio.