São Paulo - Entidades de sindicatos patronais e de trabalhadores lançaram, na manhã de ontem, um manifesto pela redução da taxa básica de juros do País. O evento ocorreu no hotel Renaissance, nos Jardins, zona oeste de São Paulo.
Organizado pela Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Força Sindical e Central Única dos Trabalhadores (CUT), a campanha foi lançada um dia antes de mais uma decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, sobre a taxa básica de juros, a Selic.
Hoje, a taxa é de 12% ao ano. Economistas do setor financeiro acreditam que deve ser reduzida para 11,50% na reunião desta semana. A expectativa de queda fez o BC divulgar ontem uma nota negando a possibilidade de “vazamento” da nova taxa.
O sindicalista defendeu a participação de outros setores na decisão da Selic. “Não podemos deixar que oito malandros se reúnam para decidir e explorar o nosso povo”, disse o presidente da Força Sindical, deputado Paulinho Pereira (PDT-SP).
O Copom é formado por oito membros da diretoria do BC.
Segundo Paulinho, os empresários da indústria e trabalhadores também devem organizam uma paralisação geral em dia de reunião do comitê no início de 2012.
Ele minimizou o fato do movimento estar sendo feito quando os juros já estão em tendência de queda. “Este é o momento: o mundo está em crise.”
Para ele, é interessante o fato do ato ter reunido as entidades patronais e de trabalhadores. “Tive que até de colocar um paletó”, disse.
Já o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, afirmou não concordar com uma paralisação em dia de reunião do Copom. Apesar disso, defendeu outras manifestações com sindicatos de trabalhadores.
Ele criticou os gastos do governo com o serviço da dívida. “Nos últimos anos, foram trilhões que foram para a especulação financeira”, afirmou Skaf.
Após o evento no hotel, os empresários e sindicalistas com camisetas e bandeiras da CUT e Força foram para a sede do BC, na avenida Paulista, onde fizeram um “abraço simbólico”.