Brasília - Funcionários dos aeroportos de Guarulhos, em São Paulo, de Viracopos, em Campinas, e de Brasília entrarão em greve a partir da meia-noite de ontem.
A Infraero (empresa que administra os aeroportos) afirmou que há um plano de contingenciamento para garantir que as operações ocorram normalmente, sem atrasos ou cancelamentos - ao contrário do que anunciou o Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina). A estimativa é de que 3 mil funcionários não trabalhem hoje.
Segundo a Infraero, funcionários serão remanejados para as áreas essenciais dos aeroportos: o sistema de informações de voos e a fiscalização de pátio e pousos.
Inicialmente, os funcionários entrarão em greve por 48 horas, como forma de insatisfação à proposta do governo de privatizar os aeroportos - que vem sendo discutida desde maio deste ano.
De acordo com o sindicato dos aeroportuários, os trabalhadores querem que a Infraero continue no comando das “atividades-fim” dos aeroportos: operação, segurança, carga e navegação aéreas, controle de tarifas e manutenção, e engenharia especializada.
“Os trabalhadores acreditam que se for mantida proposta de parceria público-privada nos aeroportos, serão montadas novas equipes e certos serviços serão terceirizados, levando à precarização dos serviços”, afirmou Sílvio Sousa, porta-voz do sindicato dos aeroportuários.
Por mês, o aeroporto de Guarulhos, na grande São Paulo, recebe, em média, cerca de 22,1 mil aeronaves e 2,4 milhões de passageiros.
A média mensal de Viracopos, em Campinas, é de 8.025 aeronaves e cerca de 612,5 mil passageiros. O aeroporto de Brasília movimenta, por mês, média de 15,5 mil aeronaves e 1,2 milhões de pessoas.