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Caso Sandro Fernandes: tia afirma que supostas vítimas retomam rotina diária

Neto del Hoyo
| Tempo de leitura: 2 min

Tia de três das supostas vítimas do advogado Sandro Luiz Fernandes, acusado de molestar duas jovens de 18 anos (que teriam sofrido os abusos entre 8 e 16 anos de idade), uma adolescente de 13 anos, um menino de 9 anos, todos de sua família, além de uma ex-funcionária da sua casa, disse ontem à reportagem do JC que o acompanhamento psicológico tem sido fundamental para que todos retornem à rotina.

Assim como já noticiado pelo JC, o garoto foi transferido para uma escola em Curitiba (PR), onde reside com uma familiar que obteve sua guarda provisória.

"Ele está tendo acompanhamento de psicólogos e fazendo novas amizades. Foi bom para ele sair do tumulto, agora está protegido de tudo isso e se mostrando um garoto mais alegre e muito mais calmo do que era", disse a tia.

Ainda segundo ela, outra suposta vítima, uma menina de 18 anos, prefere se preservar após as denúncias. Estudante do primeiro ano do curso de direito em uma universidade de Bauru, ela conta com a compreensão de professores e coordenadores para garantir a continuidade dos estudos.

"Ela recebe o material e estuda dentro de casa. Só sai para fazer provas agendadas e em separado do restante da turma. Na verdade ela pouco sai de casa, está muito caseira. A única coisa que faz questão de acompanhar é o andamento do caso através da imprensa".

Segundo a tia, a garota ainda acredita que Fernanda Gomes Fernandes, investigada por omissão e pela coautoria dos crimes, mude de opinião. "Ainda acreditamos que ela (Fernanda) vai falar a verdade", diz.

Espera


O advogado Sandro Fernandes segue preso na cadeia pública de Barra Bonita, onde aguarda o parecer do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo sobre o pedido de habeas corpus solicitado por sua defesa. Além dele, sua esposa, Fernanda Fernandes, também aguarda a decisão na cadeia feminina de Avaí.

Conforme o JC antecipou em matéria publicada nesta terça-feira, a perícia realizada pelo Instituto de Criminalística (IC) de Bauru não encontrou nenhuma imagem que possa ser utilizada como prova e nem indícios do crime de pedofilia em três computadores apreendidos na casa de Sandro Fernandes. O resultado da perícia já foi encaminhado à Polícia Civil.

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