Dia 22 de outubro marca um ano com "Juninho" em nossas vidas. Sua história era (e é) idêntica a de muitos outros cães mundo a fora. Foi adotado e um ano depois devolvido. Estava magro, assustado, carente e mesmo assim, um doce. Transpirando carinho. Só havia uma diferença em sua história: o próprio "Juninho".
Já tínhamos um cocker e procurávamos uma companhia pra ele, eis que numa bela tarde recebemos um email sobre um certo cão SRD, "sem raça definida", na cor caramelo. Ao chegarmos à clínica, ele nos recebeu "com um sorriso no rosto", abanando o rabo, pulando de alegria. Era como se, naquele momento, soubesse por que estávamos ali e agradecia por isso.
Percebemos, então, que ele era bem maior do que parecia na foto. Foi um susto. Trocamos olhares assustados. Era "grande demais" para o que procurávamos. Na mesma hora percebemos que não estávamos ali para escolher, fomos escolhidos. E jamais poderíamos imaginar o quão nossa vida mudaria a partir daquele instante.
Certamente, bem mais que a dele. Talvez muitas pessoas possam se perguntar: por que não adotar uma criança ao invés de um cachorro? Isso só quem sabe é Deus. Só Ele conhece as particularidades da vida de cada um, o momento certo para cada coisa acontecer. Enquanto isso, Ele nos concedeu este empréstimo, que, esperamos, seja a longo prazo. Juninho todos os dias nos ensina algo de bom.
Fomos transformados em seres humanos melhores, passamos a enxergar a vida de uma forma mais simples, mais bela. Juninho e Schumi (o cocker) se tornaram inseparáveis, duas crianças, irmãos, inclusive cúmplices em algumas situações engraçadas, se é que me entendem. Como as coisas mudam em um ano... Ganhamos um "anjo" em corpo de animal. E o que mais eles podem ser na vida de um ser humano? Uma das melhores formas de tirar o stress do dia, de arrancar um sorriso... nosso "grandão". Só quem tem um amigo desses lhe esperando em casa sabe o que isso significa!
Emília Tainah e Marcelo Frenhe