Tribuna do Leitor

E nem vai ser dessa vez?


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O ministro Fernando Haddad anunciou o desejo de ampliar a jornada escolar obrigatória nas escolas públicas e particulares do país. O ministério da Educação apontou duas possibilidades: ou os colégios aumentam o número de dias letivos (de 200 para 220) ou o total de horas por dia.

O fato é que de nada adianta aumentar o tempo do aluno em sala de aula se é a escola que não contribui com o ensino de qualidade. Ampliar a carga horária não significa aumentar a qualidade do ensino. Mas para Haddad a implantação do novo estudo reduziria a desigualdade entre os alunos. "Um dos maiores problemas está na desigualdade de aprendizado entre os alunos. Reduzir desigualdade significa equalizar as oportunidades de educação, e uma das formas de fazer isso é oferecer para o aluno de classe mais abastada e para o outro de classe menos abastada a mesma qualidade de ensino." Mas que qualidade é esta de que estamos falando?

O governo, por sua vez, deveria estudar projetos para reforçar a qualidade do ensino nas escolas públicas que está tão defasado. Somente deste modo a desigualdade no ensino entre escolas públicas e da rede particular seria amenizado. Neste final de semana, ocorreu a 11° edição do Exame Nacional do Ensino Médio e mais uma vez estudantes de escolas públicas irão disputar uma vaga em uma universidade com os da rede privada. O resultado? É sempre o mesmo. Escolas particulares apresentam sempre os melhores desempenhos. E isso, devido à qualidade do ensino e não ao tempo de permanência dos mesmos em sala.

Jorge Rufino - estudante de Comunicação Social - relações públicas
jorgerufino13@yahoo.com.br)


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