Internacional

Fidel Castro condena ?assassinato? de Gaddafi e ?papel genocida? da Otan

Folhapress
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Havana - O líder cubano Fidel Castro condenou ontem o “assassinato” do ditador líbio Muammar Gaddafi e o “papel genocida” da Otan, a aliança militar do Ocidente, que classificou como “o mais pérfido instrumento de repressão” da história, segundo um artigo publicado na imprensa local.

Em sua coluna “Reflexões”, o ex-mandatário afirmou que a Otan é uma “brutal aliança militar” que atua como “o mais pérfido instrumento de repressão da história”.

Segundo ele, Gaddafi “foi ferido com gravidade pelos mais modernos aviões de caça da Otan, que interceptaram e inutilizaram seu veículo, capturado ainda vivo e assassinado pelos homens que essa organização militar armou”.

“Seu cadáver foi sequestrado e exibido como troféu de guerra, uma conduta que viola os mais elementares princípios das normas muçulmanas e crenças religiosas que prevalecem no mundo”, sustentou Fidel, afastado do poder desde julho de 2006 por uma crise de saúde.

O ex-presidente ainda disse que a organização “assumiu esse papel repressivo global” depois da queda da União Soviética, “que tinha servido aos Estados Unidos como pretexto para criá-la”.

 

Gaddafi sem enterro


Um dia depois de os líbios declararem a “libertação” da população, reservando a Gaddafi “a lata de lixo da história”, centenas de pessoas fizeram fila para ver seu corpo em decomposição em uma exibição sinistra que suscitou questionamentos sobre a nova direção do país.

Com os aliados ocidentais expressando uma inquietação silenciosa com o fato de Gaddafi ter sido espancado e baleado após sua captura na quinta-feira e depois colocado em exibição por dias no frigorífico de um mercado, as facções rebeldes que puseram fim ao governo de 42 anos ainda discutiam sobre o que fazer com o corpo, em meio a negociações mais amplas sobre divisão do poder.

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