Bairros

General estimula trabalho no Exército

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Muitas pessoas pensam que seguir carreira no Exército Brasileiro é ter somente um foco: aderir ao serviço militar como soldado e enfrentar árduos treinamentos. Na tarde de ontem, em entrevista ao JC na 6ª Circunscrição do Serviço Militar (6ª CSM), o general Adhemar da Costa Machado Filho, 61 anos, frisou a variedade de oportunidades de trabalho oferecidas todos os anos.

“As pessoas desconhecem, mas nós abrimos concursos e vagas de emprego todos os anos porque sempre os profissionais estão se aposentando e precisamos repor o quadro. São vagas para médicos, dentistas, jornalistas, engenheiros. Por exemplo, agora, os engenheiros do Exército estão auxiliando no projeto de ampliação do aeroporto de Congonhas. Será um prédio de seis andares abaixo do solo que precisará de uma forte estrutura”, destacou.

O oficial atualmente é comandante militar do Sudeste e está à frente de 56 quartéis com 22 mil militares e de 73 tiros de guerra, com 5.500 atiradores. Sua gestão começou em 16 de março deste ano e deve se estender por dois anos.

“Eu conheço o Brasil todo, de norte a sul. Nestes meus 41 anos de profissão, foram mais de 20 transferências”, disse o militar, natural da cidade de Caçapava, no Vale do Paraíba (SP).

Missões


Dentre as principais missões das quais participou no decorrer de sua carreira, Adhemar destaca a do Haiti, com 810 homens e a força de pacificação no Morro do Alemão (RJ) com uma tropa 1.600 integrantes. Apesar do apoio do Exército ter sido fundamental para o sucesso desta ação, o trabalho no local terá continuidade com a Polícia Militar (PM).

“No Haiti, fizemos parte de uma missão da ONU (Organização das Nações Unidas). No Rio de Janeiro participamos da força de pacificação no Morro do Alemão. Foi essencial a presença do Exército lá porque o morro era totalmente dominado pelo tráfico. Uma história que me chamou a atenção foi a de um jovem de 20 anos que nunca saiu da comunidade porque os traficantes não deixavam. Hoje os caminhões que vendem gás já entram lá. Nem o caminhão de coleta de lixo podia entrar. Era uma coisa absurda. Hoje eles já conseguem ‘respirar’”.

Atualmente, o general está treinando uma tropa especial para novas missões. Os treinamentos são feitos com helicóptero e água, principalmente, além da força em terra. Ao ser questionado sobre treinamento excessivo, Adhemar afirma que isso não acontece no Exército.

“O nosso treinamento é pesado porque, no Exército, temos que estar prontos para enfrentar qualquer tipo de situação. A mochila que o soldado leva pesa 30 quilos. Ali deve conter todo o equipamento para que ele sobreviva durante 48 horas: barracas, outra roupa, cantil com água. Se acontece alguma fatalidade é muito constrangedor para nós, e não queremos isso. Por isso, somos muito cuidadosos e temos controle severo”, ressaltou.

 


• Serviço


Quem quiser saber mais sobre as opções de emprego e concursos oferecidas no Exército Brasileiro basta entrar no site www.exercito.gov.br e clicar na opção “Junte-se a nós”.

 

Mais atividades

Antes de iniciar a entrevista ao JC, o general Adhemar da Costa Machado Filho se mostrou admirado com a cidade. “Eu nunca tinha vindo a Bauru e achei a cidade muito bonita e grande. Estou admirado”.

No início da noite de ontem, às 19h, o general apresentou a palestra “O Exército brasileiro na atualidade”, no Anfiteatro da Seção Técnica de Informática (STI) da Faculdade de Engenharia da Unesp.

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