Além de lidar com o "cobertor financeiro" sempre mais curto que a demanda, a Secretaria municipal de Finanças dependerá de uma necessidade orçamentária de R$ 30,4 milhões para completar todas as metas de serviços e instalações traçadas ainda no início do atual governo.
É o que apresentou o secretário Eliseu Areco Neto ontem, durante audiência pública de discussão da peça orçamentária para o próximo ano, cujo projeto será votado pelos vereadores até o final do próximo mês. Com dotação orçamentária global de R$ 67 milhões para 2012, a pasta que mais recebeu recursos no atual governo vai precisar de "injeção financeira" adicional.
Entre as ações apontadas estão os 30 quilômetros de galerias pluviais, cujo saldo necessário exigido é de R$ 1,752 milhão para a conclusão da meta. O serviço de recape e tapa buraco exige outros R$ 3,744 milhões e o recape para alcançar as 1.000 quadras traçadas depende de outros R$ 9,528 milhões.
A situação financeira só não é mais difícil para a pasta realizar o pretendido porque o fundo de infraestrutura tem reserva de R$ 4,8 milhões, que poderão ser deslocados. A planilha de necessidades apresentada ontem na audiência pública no Legislativo ainda citou R$ 3 milhões para o Departamento de Apoio Operacional (DAO), R$ 1 milhão para completar o planejado para a iluminação pública, mais R$ 12,5 milhões para realizar 200 das 400 quadras padrão de asfalto e R$ 2 milhões para instalar pelo menos as galerias na Rua Marcondes Salgado, até o rio Bauru.
O recape da avenida Rodrigues Alves e da Avenida Pedro de Toledo, a partir do cruzamento com a Nações Unidas, está orçado em R$ 1,8 milhão pela pasta. Neste item, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) lembra da máxima de que "governar é escolher prioridade". "Vamos fazer ajustes e algumas pastas não conseguem executar o que foi planejado e isso é normal. Também consideramos que o orçamento vai se comportar muito bem e podemos ter sobras, como nos anos anteriores. A demanda é sempre maior que o recurso suficiente e tem de optar, tem de escolher e definir prioridade. O recape da Rodrigues Alves é prioritário e acho que conseguimos garantir isso, até porque o volume exigido de recurso não é tão alto quanto em outros projetos", cita.
O prefeito menciona, por exemplo, que o combate à preocupante enchente na bacia da Avenida Nações Unidas pede R$ 50 milhões. "Mas não temos esses recursos porque o orçamento de toda a secretaria é de R$ 67 milhões. E como tem uma lista antiga e pendente de asfalto em todas as regiões da cidade, priorizamos essa demanda, que é a mais cobrada também. Mas acho que o recape da Rodrigues é importante e pode sair sim", finaliza.
Eliseu Areco conta que a opção será por um polímero no asfalto, produto mais utilizado em estradas, para suportar cargas maiores. As repetições de frenagem e aceleração de ônibus coletivos na avenida, sobretudo na parte mais central, são os ingredientes que exigem asfalto mais "robusto" na área. "O polímero é mais resistente e acho que este recape é para uma vida útil de cerca de cinco anos", conta Areco.