Gandhi já dizia: "a grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo com que seus animais são tratados". E nesse quesito, nossa pequena Piratininga, a exemplo da maioria dos municípios brasileiros, ainda está longe de fazer parte desse conceito de grandeza.
Se não fossem algumas almas abnegadas e de amor irrestrito e incondicional a todas as formas de vida, a situação seria ainda pior não só para os animais, mas a toda a população. Animais abandonados, maltratados, doentes e famintos tornam-se um sério problema de saúde pública, disseminando doenças a toda a população.
Sei de muitas pessoas que se penalizam e sofrem com essa situação, mas sentem-se impotentes para agir sozinhas e, dentre elas, me incluo. Já fiz uma minuta de projeto de lei, baseado em leis de outros municípios paulistas, e entreguei a vereadores objetivando a castração de animais a preços módicos, mediante convênio entre a prefeitura e clínicas veterinárias, mas até agora não teve resultado.
Assim, proponho nesta tribuna que as pessoas que são capazes de amar irrestritamente e sem preconceito de espécies, moradoras de Piratininga ou não, para que se tornem madrinhas desses animais, contribuindo mensalmente com o valor que quiserem e puderem para auxiliar no sustento, castração e medicamentos para os animais que encontraram na dona Luzia Aparecida João o amor, a dedicação e o sustento, arduamente mantidos à custa de sua aposentadoria mensal.
Com o sucesso desta campanha, gradativamente, poderemos estender nossas ações aos demais animais abandonados de nossa cidade, enviando-os à castração e incentivando a posse responsável.
Ana Maria Carlete Soares