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Empresários são presos suspeitos de chefiar tráfico internacional

Folhapress
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São Paulo - Dois empresários paulistas foram presos ontem pela Polícia Federal em São Paulo, sob a suspeita de chefiarem um esquema de tráfico internacional de entorpecentes. A PF afirma que entre os clientes desse grupo - que tem brasileiros, europeus e africanos - estão homens ligados à Sacra Corona Unita, a chamada quarta máfia italiana.

Os dois foram presos junto com outras 34 pessoas numa operação batizada de “Semilla”, realizada em São Paulo e em outros quatro Estados - MT CE, PR e RO. Outras 18 eram procuradas, 11 delas com a ajuda da Interpol. Nenhum deles teve o nome divulgado pela PF.

A operação foi batizada de semente, em espanhol, numa referência à forma como os suspeitos chamavam a droga nas conversas telefônicas feitas entre eles. Em vez de falar cocaína, por exemplo, falavam semente como uma forma de dificultar o trabalho na polícia num eventual grampo.

A palavra foi escolhida porque um dos empresários mantinha uma empresa de venda de sementes. “Eles tinham essas empresas de fachada. Mantinham alguma atividade licita, mas a investigação aponta que a fonte de lucro, a fonte de dinheiro, vinha do narcotráfico”, disse o delegado Ivo Roberto Costa da Silva, um dos coordenadores da operação.

Além dessa empresa, eles tinham também lojas de veículos e padaria. “Eles eram os grandes coordenadores da organização criminosa. Eles, evidentemente, não chegavam perto da droga. Havia uma grande rede de subordinados”, disse delegado Valdemar Latance Neto, outro coordenador.

Além das prisões, a polícia também realizou buscas e apreensões. Foram apreendidos dez veículos de luxo, incluindo um Porsche, R$ 80 mil e quatro armas.

A quadrilha começou a ser investigada, segundo os policiais, a cerca de um ano.

 

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