Reuters/Nacho Doce |
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Lula chegou ao Sírio-Libanês, por volta das 10h, para iniciar a quimioterapia |
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou, por volta das 10h desta segunda-feira, ao Hospital Sírio-Libanês, onde iniciará sessões de quimioterapia para combater um câncer na laringe. Ele chegou acompanhado da mulher, Marisa Leticia.
Na quinta-feira (27), durante sua festa de aniversário, Lula reclamou de rouquidão excessiva nas últimas duas semanas e foi aconselhado por Roberto Kalil, seu médico particular, a fazer uma consulta. Os primeiros exames foram feitos na sexta-feira (28) e, no sábado (29), ao retornar para complementar o procedimento, ele recebeu o diagnóstico.
Acompanhado de Marisa Leticia, o ex-presidente passou o sábado no hospital, para se recuperar da biópsia à que foi submetido. Durante todo o dia, ele recebeu centenas de mensagens de solidariedade, entre elas a da presidenta Dilma Rousseff, de seu partido, o PT, e também de legendas de oposição, como o PSDB e o PPS.
Tratamento vai até 2012
O tratamento do ex-presidente Lula vai até, pelo menos, janeiro. Ele deve passar por três sessões de quimioterapia até o final deste ano e por uma de radioterapia no início de 2012.
O cronograma foi divulgado hoje pela equipe médica responsável pelo tratamento do ex-presidente. Lula está no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e é acompanhado pelos médicos Roberto Kalil Filho, Paulo Hoff, Artur Katz e Luiz Paulo KowalSki.
Em entrevista coletiva no hospital, os médicos disseram que Lula passará por sessões de quimioterapia a cada 21 dias. Nessas sessões, ele receberá remédios por meio de um catéter implantado em seu peito. Cada sessão vai durar 5 dias, mas Lula não precisará ficar no hospital nesse período. Parte dos medicamentos será dada a ele no hospital e outra, deve ser injetada no catéter, quando ele estiver em casa.
Já a radioterapia deve começar cerca de 40 dias após a última sessão de quimioterapia. O tratamento será localizado e feito em uma máquina, no hospital.
O médico Paulo Hoff destacou que o tumor do ex-presidente é de agressividade média e, geralmente, responde bem à quimioterapia. Por isso, os médicos descartaram, por hora, uma cirurgia. "A chance de cura é muito boa."
