Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
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BOA CAMPANHA NO PAN. MAS...


O esporte brasileiro conquistou 141 medalhas em Guadalajara, sendo 48 de ouro, 35 de prata e 58 de bronze. No entanto, exceto quando competiu em casa, há quatro anos, continua incapaz de terminar um Pan-Americano em segundo lugar no quadro de medalhas. Mesmo com investimento decrescente e com uma delegação reduzida, Cuba segue a vice-campeã de sempre. Já esteve melhor, quando era apoiada pela Cortina de Ferro. Aliás, naquela época, em Olimpíada, era União Soviética em primeiro, Alemanha Oriental em segundo e Estados Unidos em terceiro. E voltando ao Pan, houve um esvaziamento a partir dos Jogos de 2003, na República Dominicana. Os EUA estão participando só com equipes B. O Brasil nunca teve a força máxima do futebol na grande festa esportiva das Américas, e agora, no México/2011, vôlei e basquete masculino escalaram reservas. Mesmo assim, o vôlei foi nosso esporte coletivo que mais brilhou, o único com 100% de aproveitamento. Depois dos ouros no vôlei feminino e das duplas de vôlei de areia (Alison e Emanuel, Juliana e Larissa), a equipe masculina foi bicampeã. O judô e, principalmente, a natação também brilharam em Guadalajara. Uma boa campanha mas faltou algo mais. O Brasil não superou Rio/2007, mas teve seu melhor desempenho fora de casa em toda a história dos Jogos Pan-Americanos. Só que apenas cinco modalidades se classificaram para a Olimpíada de Londres/2012.

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TUDO É FESTA


Depois de perder dois jogos seguidos, um deles para o Canadá, por 45 a 0, o rúgbi brasileiro fez festa no Pan-Americano, mas só para os mexicanos. O Brasil conseguiu sua única vitória contra Guiana, deu a volta olímpica e animou a torcida. Parecia conquista de título, mas foi apenas o sétimo lugar do torneio da modalidade, que teve só oito países participantes.

EMOÇÕES


As emoções do Campeonato Brasileiro continuam no fim da semana, com a trigésima-terceira rodada. Três jogos serão no sábado, todos às 18h, um deles entre Bahia e São Paulo, em Salvador. Os sete jogos de domingo começam uma hora mais tarde, devido ao horário de verão. O líder Corinthians enfrenta o lanterna América, em Minas Gerais, enquanto o co-líder Vasco encara o Santos, na Vila Belmiro, também às 17h. O Palmeiras, que está na pior, recebe o Coritiba, em Barueri.

FASE BRABÍSSIMA


Fernandão perdeu uma chance incrível na cara do gol, depois da ótima jogada de Valdívia e Luan. Na seqüência, o Atlético Mineiro abriu a contagem. A fase que o Palmeiras atravessa é literalmente braba. Além da derrota, dos sete jogos sem vencer, e do ruim décimo-terceiro lugar, o Alviverde foi prejudicado pela arbitragem na partida de anteontem em Sete Lagoas. Não foi marcado um pênalti em Maikon Leite, legítimo, na minha opinião. Maurício Ramos mereceu a expulsão, mas Valdívia, não. Só que o chileno, nas poucas vezes que é escalado, não vem jogando nada. Ele mais reclama do que joga, fica mais no chão do que de pé. Assim como Kleber, já está na hora de Valdívia vazar.

INJUSTIÇA


Ronaldinho Gaúcho foi vaiado desde a chegada da delegação do Flamengo ao Olímpico. Toda a vez que ele tocava na bola, os torcedores gritavam: "Pilantra, pilantra". Os torcedores vaiaram o capitão rubro-negro durante todo o jogo, e exibiram faixas com os dizeres mercenário, judas e traíra, além de cédulas falsas distribuídas, com o rosto de Ronaldinho e as inscrições "100 caráter". Uma injustiça. Em qualquer ramo de trabalho, o profissional vai para onde receber a melhor proposta.

MIRANDO O TÍTULO


Dois jogos abrem esta noite, a trigésima-quarta rodada do Brasileiro da Série B. A Portuguesa, líder e já promovida à elite, enfrenta o Criciúma em Santa Catarina, e se vencer, conquista o título com quatro rodadas de antecedência. O time catarinense é o sétimo colocado, e em caso de vitória, entra no G4, no lugar do Americana. A outra partida será no ABC, entre São Caetano e Guarani. O vencedor praticamente livra-se do rebaixamento.

DUREZA


Os jogadores do Noroeste acordaram às três horas da manhã, tomaram um rápido café, entraram no ônibus e rumaram para Jundiaí. Alguns do clube não gostaram. O técnico Jorge Saran não criticou, mas alegou que o Norusca estava muito desgastado pela viagem e que nunca tinha presenciado algo assim. A diretoria acordou. Além de cortar gastos, deu um castiguinho ao time. Só era o que faltava a delegação viajar na véspera - já viajou até dois dias antes da partida - e ficar em hotel de primeira, como aconteceu até mesmo na desinteressante e deficitária Copa Paulista.

FALA SÉRIO


Palmeiras perdeu para o Atlético Mineiro, mas Luan disse que seu time foi bem e está de parabéns.

MEMÓRIA


Copa do Brasil de 2004: Palmeiras 4 x 4 Santo André, no Palestra Itália. Sandro Gaúcho 2, Osmar e Tássio marcaram para o time do ABC. Vagner Love 2, Baiano e Corrêa fizeram os gols do eliminado Alviverde. Árbitro: Sálvio Spíndola Fagundes. Palmeiras: Marcos; Baiano, Nem (Glauber), Leonardo e Lúcio; Marcinho, Alceu, Corrêa e Claudecir; Diego Souza (Élson) e Vagner Love. Técnico: Jair Picerni. Santo André: Júnior; Dedimar, Da Guia e Gabriel; Barbieri (Makanaka), Dirceu, Ramalho, Elvis (Tássio) e Romerito; Sandro Gaúcho e Osmar (Marquinhos). Técnico: Péricles Chamusca.

AQUELE ABRAÇO


Aquele abraço Lílian, Bia, Regina, Ivone, Henri - galera da Marmitaria Botequim da Luso.

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