Tribuna do Leitor

SARAU NA FOB


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Na última quarta-feira, a Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) apresentou trabalhos premiados no programa nascente, comandado pela pró-reitoria de cultura e extensão universitária da USP, nas 18.ª e 19.ª edições do  programa. Além da apresentação dos trabalhos dos alunos vencedores da áreade texto, Bauru teve a oportunidade de receber um espetáculo de grande nível artístico.

 A cantora lírica Ráina Magdalon, acompanhada pelo pianista Renan Branco (ambos alunos da USP em São Paulo), apresentaram um programa excelente para os cerca de 50 privilegiados que puderam estar presentes no horário de 16h30, no teatro da FOB, num dia de semana.

 A soprano Ráina Magdalon tem 19 nos e 16 de carreira artística. Faz bacharelato em canto e arte lírica na USP-São Paulo.

Tem um currículo admirável para sua idade: recitais com orquestras, cds gravados, apresentações nos melhores teatros de São Paulo e do Brasil.

Isso pode ser visto em inúmeros sites que a artista posiciona na Internet dotada de uma voz de beleza e volume impressionantes, aliado à sua interpretação segura e gestual cênico muito bom, Ráina apresentou um programa ótimo, que incluiu: Vadoro Pupille (Ópera Giolio César - Handel), Donde Lieta E Quando M?en Vo (Da Ópera La Boheme - Puccini), In Uomini (Da Ópera Cose Fan Tutti - Mozart) e Mein Herr Marquis (Da Ópera Fiedermaus - Strauss).

Sendo também compositora, Ráina  cantou duas composições suas: Ester Song e The Flight of the Eagle. Que sucesso!!! Que interpretação! Que espetáculo! Com um bis solicitado pela plateia, encerrou-se este curto sarau, que fez parte do circuito nascente.

Trazer a bauru artistas como Ráina e o pianista acompanhante Renan Branco (que nos brindou com dois lindos prelidios de Debussy), num horário inadequado, é uma coisa lastimável!

Quanta gente que aprecia música erudita e ópera em nossa cidade não pôde assistir a este recital, que não teve um programa impresso nem xerocado), nem um microfone instalado no palco, obrigando a cantora a anunciar as peças de  viva voz, sem que isso fosse intelígivel para boa parte da plateia que assistiu, encantada, à performance dos dois artistas.

 Espero que em novas oportunidades o Circuito Nascente possa dar os bauruenses um retorno de suas atividades e programas de forma atenta e adequada.

Afinal, a Universidade São Paulo (USP) tem também essa obrigação  de divulgar a cultura, como universidade pública, que tem suas atividades pagas pela população, inclusive a bauruense.


Sonia Berriel - regente de corais

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