São Paulo - Cerca de 300 estudantes realizavam no começo da noite de ontem um ato na praça do Relógio, no campus da USP na zona oeste de São Paulo, para apoiar a presença da Polícia Militar no local. Entre os participantes, estão alunos dos cursos de Economia, Administração, Letras e História.
O evento foi marcado pelos alunos por meio da rede social Facebook. De acordo com o texto, o movimento repudia a ocupação do prédio administrativo da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e o confronto ocorrido com a polícia no dia 27.
Segundo o estudante do 2.º ano de Filosofia Marcio Becker, após a manifestação, os alunos seguiriam para o estacionamento da Faculdade de Economia para realizar um ato em homenagem ao estudante Felipe Ramos Paiva, morto na noite de 18 de maio na Cidade Universitária, durante uma tentativa de roubo do seu carro. A morte motivou a USP a pedir ajuda à PM.
Os estudantes que invadiram um prédio da FFLCH realizariam ainda ontem uma assembleia para decidir se devem ou não deixar o local. Na tarde de anteontem, ocorreu uma reunião extraordinária da Congregação da FFLCH - formada por cerca de 50 pessoas, entre professores, funcionários e estudantes - para discutir a crise deflagrada na semana passada.
A Congregação divulgou pronunciamento, no qual diz reconhecer que “os termos do convênio firmado entre a USP e a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo são vagos, imprecisos e não preenchem as expectativas da comunidade uspiana por segurança adequada”.