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Aeroporto ?já? opera por instrumentos

Neto del Hoyo
| Tempo de leitura: 4 min

Depois de muito tempo aguardando, finalmente o aeroporto Moussa Tobias, também conhecido como Bauru/Arealva, começou a operar por instrumentos. Com o fim da novela, o início das operações possibilitará que, entre outros pontos, pousos e decolagens não sejam cancelados por falta de visibilidade. Espera-se que, com isso, novas companhias aéreas venham para o aeroporto (leia mais abaixo).

A homologação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizando que o aeroporto começasse a operar com instrumentos foi concedida exatamente às 13h01 de anteontem. Ricardo Volpi, que é superintendente do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), órgão que administra o Moussa Tobias, confirmou que, nesse horário, foi expedida a Notam (Notice to Airman) comunicando o que parece ser o último capítulo da novela.

"Exatamente nesse horário, foi publicada a autorização para o início das operações. Acreditamos que, mesmo com a o tempo que levou, foi um trabalho muito bom e que priorizou três tópicos: segurança, segurança e segurança", frisa Volpi.

O maior benefício dos voos por instrumentos é a possibilidade dos pousos e decolagens não dependerem apenas da visibilidade do piloto. "Agora, é possível que o voo ocorra mesmo abaixo das mínimas visuais. É mais difícil que voos sejam cancelados", completa.

Entretanto, vale ressaltar que, mesmo com as operações guiadas por instrumentos, o clima ainda pode atrapalhar. "O piloto precisa analisar as condições antes de uma viagem. Se for uma tempestade muito severa, não haverá voo nem com o auxílio dos instrumentos", explica Ricardo Volpi.

Questionado sobre a demora do início das operações, o superintendente novamente ressalta que a questão da segurança precisou ser muito bem analisada e ainda complementa que os trâmites são demorados. "É algo que envolve muitos órgãos. Por isso, cada análise ou processo acaba sendo demorado mesmo".

O início dos voos por instrumentos é algo aguardado há anos. Mesmo com os equipamentos instalados e funcionários no Moussa Tobias já treinados desde março do ano passado para as operações, restava a homologação da autorização da Anac.

No último mês de agosto, todos esperavam essa homologação, porém, a torre de transmissão de uma emissora localizada a 4 quilômetros da cabeceira do aeroporto surgiu como um entrave ao processo.

Na ocasião, as cartas de voo que já haviam sido emitidas pelo Cindacta II, órgão do Ministério da Aeronáutica com sede em Curitiba, foram canceladas pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) por conta dessa autorização não ter sido homologada. Conforme o JC divulgou na última sexta, a emissora retirou a antena e a pendência foi eliminada.


R$ 1 milhão


O superintendente do Daesp, Ricardo Volpi, conta que foram investidos R$ 1 milhão para compra e instalação dos equipamentos necessários para as operações por instrumentos.

Além desse valor, o órgão informou que, ainda este ano, haverá outro "pacote de melhorias". As obras abrangem a implantação de monitores informativos de voos, revitalização da sinalização horizontal e vertical das pistas e pátios e loja para locadora de veículos. Segundo a assessoria de imprensa, os valores de investimentos giram em torno dos R$ 800 mil.

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Com nova fase, expectativa é que O MOUSSA TOBIAS, ENFIM, ?DECOLE?

Depois da homologação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizando o início das operações de voos por instrumentos, a expectativa do superintendente do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp), Ricardo Volpi, é de que o aeroporto Moussa Tobias consiga se desenvolver. Atualmente, com apenas duas companhias atuando, poucos passageiros usam o aeroporto.

"Acreditamos que possa dar uma boa alavancada. A autorização dessas operações era muito esperada", comemora Volpi, explicando que há empresas aéreas que só operam em locais que possibilitam os voos por instrumentos. Em casos de voos noturnos, a exigência de algumas companhias pelo uso de instrumentos é mais frequente.

O superintendente ainda revela que a Azul Linhas Aéreas também começará a operar no Moussa Tobias no início do próximo ano com voos diários para Campinas e que a expectativa é de que haja o interesse de mais empresas.

"Operam aqui a Gol e a Trip. Além da Azul, esperamos mais companhias. E quem ganha com isso é o passageiro, uma vez que, fora mais opções de voos e horários, aumenta a concorrência e isso influencia nas tarifas", aponta.

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