Tribuna do Leitor

Rede egocêntrica


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Os brasileiros sentem-se situados em um picadeiro diante de tanta exploração desmedida. Um país com capacidade de auto-sustentação em todas as áreas é extremamente dependente da economia mundial, mais precisamente de quem a domina, os grandes blocos econômicos. Portanto, os donos do circo dominam e influenciam restritamente as classes sociais menos favorecidas, talvez propositalmente impossibilitadas de questionar, e de tão alienadas, felizes. O ciclo do sistema capitalista se conclui e se renova, desde os tempos primórdios na antiga Idade Média Baixa, a sua característica principal perdura eternamente: a injustiça.

Observar que os direitos básicos humanos são desconsiderados já se torna clichê dentre os assuntos veiculados de maneira sensacionalista pela mídia que hoje é colaboradora compactuada com toda a rede de enganação. Jornalista não precisa exercer nenhuma representação do povo ou qualquer ação voltada para o social, porém ministrar a informação de forma errônea e manipuladora,ação que deveria ser erradicada pois prejudica diretamente a sociedade.

A exploração do trabalhador seja ele braçal ou não é uma realidade que se manifesta cada vez mais. Indo retrogadamente a um passado de escravidão e humilhação humana que deveria ter sido extinguido, o lucro parece sempre ser a maior relevância em todos os aspectos e acima de tudo. Desvalorizando vidas, famílias, ideologias, sonhos. Reduzindo seres dotados de inteligência a braços mecânicos descartáveis e de pouco custo.

Pedaços de papel com números determinam quem você é e como deve ser tratado, se será feliz desfrutando de todo luxo, futilidade, ou se miseravelmente passará fome em condições precárias de vida. Não há nada mais poderoso que o dinheiro, até a religião, que o ambiciona e sempre reconheceu o seu valor, situa-se em segundo plano, como vestimenta social moralmente aceita e seguida com adaptações, não deixando de ser mais um de seus servos.

Se não ocorre a mudança na natureza humana, não há esperanças para a modificação desse quadro paradoxalmente social. Uma rede toda que se mantém imponente e invencível somente expressando e alimentando a podridão do interior intrínseco de todos nós.


Vivian Twerznik Camargo

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