Política

Região do Mary Dota fica sem água

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 4 min

A queima da bomba do poço do Departamento de Água e Esgoto (DAE) na região do núcleo Mary Dota, anunciada ontem, deve deixar a população dos bairros próximos sem abastecimento até amanhã. Segundo a autarquia, no início da tarde de ontem os técnicos constaram que a bomba do poço localizada na quadra dois da rua Maria Elisia Nogueira de Oliveira apresentou problemas.

A substituição do equipamento deve ser completada até o início da noite de hoje. A bomba que queimou ontem havia sido instalada em 22 de julho de 2009. O tempo médio de vida útil do equipamento, acima de dois anos, está dentro dos parâmetros.

A operação de troca do dispositivo deixa sem água os bairros Mary Dota, Beija-Flor, Santa Luzia, Flórida, Eldorado I, Chapadão, Parque Rossi e Jardim Mendonça. "De acordo com a Divisão de Produção e Reservação de Água do DAE, o restabelecimento do poço Mary Dota deverá ocorrer amanhã. O DAE solicita aos consumidores desses bairros a economia e o uso racional da água e ressalta a importância das caixas d?água nos imóveis, na proporção mínima de 500 litros por dormitório", informa a nota distribuída pela autarquia.


Privatização?


Representantes da direção do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm) realizaram ontem à tarde, em frente à sede do DAE, na rua Padre João, Altos da Cidade, manifestação contra a terceirização. Depois de representar contra a autarquia, há mais de um ano, a direção do Sinserm vem reforçando as ações contra a atual administração sinalizando que haveria uma ação organizada no governo local para repasse as operações do DAE à iniciativa privada.

"A questão das denúncias, desde a representação, a Câmara indicou que existem irregularidades e enviou para o prefeito tomar providências, mas até agora ele não demonstrou nenhuma reação para sanar os problemas.

O processo de sucateamento está continuando e então o sindicato se mobiliza para continuar reagindo a essa situação no DAE", aponta a sindicalista Idelma Corral.

O sindicato quer alertar para os itens levantados na representação enviada ao Legislativo.

"O Sindicato dos Servidores municipais aponta, na representação, que o DAE é uma autarquia e tem condições e planejamento financeiro para arrecadar e aplicar em infraestrutura. Não tem sentido o processo de sucateamento, visando uma preparação para terceirização, e esse processo continua. Vamos levar ao Ministério Público essas questões para serem apuradas. Na Câmara houve só uma reação pontual em relação a essa situação e então vamos ao Ministério Público com o relatório para impedir a privatização", menciona.

Já em relação à proposta inicial de implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PPCS) no DAE, o Sinserm adianta que está aguardando a apresentação do projeto de lei para fazer avaliação completa.

Corral antecipa, ainda assim, que do estudo preliminar já foi possível apontar divergência da entidade contra o que o sindicato chama de acúmulo de função.

"O PCCS do DAE faz acúmulo de função ao invés de abrir vagas específicas para cada atribuição e vamos levantar também essas questões para impedir a irregularidade na revisão do Plano de Cargos e Carreira. Estamos aguardando a apresentação oficial da proposta para apontar o que precisa ser discutido e modificado", cita Idelma Corral.

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Poço do Rasi


O morador Jhonny Kanashiro, que adquiriu um imóvel no Condomínio Terra Nova Bauru, no Núcleo Octávio Rasi, está preocupado com o abastecimento de água na região. Ele diz que fez consulta ao Procon local e que lá foi lhe informado que o DAE não cumpriu, até agora, o cronograma de instalação de um poço para suprir a nova demanda na região.

Atualmente, o único poço do Rasi tem vazão de apenas 50 mil litros de água por hora. O novo poço, que pode custar até R4 1 milhão, terá capacidade para produzir 200 mil litros de água por hora.

Mas a autarquia já explicou que o novo equipamento está em fase de recurso na licitação aberta para contratar a empresa que vai realizar a instalação. Na origem, a diretriz apontava que a empreendedora é quem tinha de entregar o condomínio com a unidade de produção de água subterrânea.

Mas o DAE teve de assumir a obra, exigindo da empreendedora o pagamento de caução (garantia).

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