Roberto Stuckert Filho/Divulgação
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A presidenta Dilma Rousseff e a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel |
Os líderes das 20 principais economias do mundo encerram nesta sexta-feira (4) em Cannes, na França, a cúpula anual do G20, tentando encontrar soluções para a crise das dívidas europeias e para o resgate da Grécia, assuntos que vêm dominando as discussões no balneário desde antes do início oficial da reunião.
Entre as possíveis alternativas discutidas no encontro está a disponibilização de bilhões de dólares em linhas de crédito pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a fim de dar garantias para países em dificuldades honrar suas dívidas.
Espera-se ainda que o comunicado final do encontro, que deve ser divulgado nesta tarde, traga um compromisso dos países com altos déficits de controlar suas contas e de países com grandes superávits comerciais de estimular seus mercados internos para eliminar os desequilíbrios na economia mundial.
A presidenta Dilma Rousseff, que nesta manhã se reuniu com Angela Merkel, chanceler da Alemanha, também se manifestou sobre a crise durante um discurso em uma das sessões de trabalho da cúpula na quinta-feira (3). Ela disse que o Brasil está pronto a contribuir para uma solução à crise europeia, mas cobrou dos líderes da região "liderança, visão clara e rapidez".
Representantes do Brics (grupo que reúne o Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul) já manifestaram disposição em contribuir por meio do FMI, o que estaria de acordo com o aumento do capital do fundo previsto no rascunho da declaração do G20.
Apesar disso, líderes do grupo também cobraram, como Dilma, que os próprios europeus eliminem suas divergências internas e coloquem em andamento o plano acertado na semana passada pelos países da zona do euro.
