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Presidente Dilma defende em Cannes solução de crise via FMI

Reuters
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Cannes - A presidente Dilma Rousseff afirmou ontem que o Brasil e os demais países dos BRICs estão dispostos a contribuir para uma ajuda financeira à Europa se isso for feito por meio do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas que não há decisão ainda sobre o volume de recursos que podem ser disponibilizados. Ela acrescentou que os recursos das reservas internacionais brasileiras devem ser protegidos pois foram acumulados com o “suor dos brasileiros”, e descartou um repasse direto para o fundo de resgate europeu.

“Eu não tenho a menor intenção de fazer nenhuma contribuição direta para o Fundo de Estabilização Europeu,” disse a presidente durante entrevista coletiva após o encerramento da reunião do G20 em Cannes. “O Brasil tem um mecanismo, que é o mecanismo que rege as relações internacionais, via Fundo Monetário.”

No comunicado do G20 divulgado durante o encontro, os membros afirmaram que “assegurarão que o FMI siga tendo recursos para cumprir seu papel sistêmico, em benefício de todos os membros”, mas jogaram para a próxima reunião de ministros, em dezembro, a responsabilidade por definir como se dará esse aumento do poder de fogo do banco.

Algumas das alternativas listadas foram contribuições bilaterais, voluntárias e emissões de direitos especiais de saque. O G20 também não anunciou decisão sobre valores de aportes. Em entrevista coletiva após a cúpula, a diretora-gerente da instituição, Christine Lagarde, afirmou que o grupo não estabeleceu um teto para a ajuda, e que ela está segura de que terá os recursos necessários para cumprir suas funções.

Dilma voltou a defender uma reforma na governança do organismo multilateral de crédito que, na avaliação dela, deve refletir a mudança de correlação de forças no cenário global. Na entrevista, a presidente argumentou que uma ampliação do FMI contribuirá também para a redução do risco sistêmico na economia global.

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