Regional

Região fornece pimentões ao Ceagesp da Capital

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Avaí, Presidente Alves, Iacanga, Reginópolis e Arealva na microrregião de Bauru fornecem ao Ceagesp de São Paulo, anualmente, 313,04 toneladas de pimentões. Verdes, amarelos ou vermelhos, eles estão presentes nos restaurantes mais sofisticados da Capital. Pelas mãos dos chefs, eles tornam os pratos mais atrativos e, porque não dizer, mais exóticos. O fruto desenvolvido em estufas brilha em todo o País e até no Exterior. Os pimentões da região “viajam” milhares de quilômetros até chegar ao consumidor final. 

Em Iacanga (50 quilômetros de Bauru), uma associação representa 35 produtores de pimentões. Juntos, eles mantêm 120 estufas e ocupam uma área de cerca de 12 hectares. Em Reginópolis (70 quilômetros de Bauru) outra associação agrega 72 cultivadores.

Formalmente constituída em 2003, a associação de Reginópolis foi batizada de Produtores Associados de Reginópolis e Região (Pare) e abrange nove municípios: Balbinos, Presidente Alves, Avaí, Iacanga, Arealva, Bauru e Piratininga, além de Reginópolis.

De acordo com o Pare, a  região de Reginópolis pode ser considerada uma das maiores do Estado na produção de pimentões em estufa. É tida como um dos principais polos produtores de pimentão e reconhecida pelos principais centros comerciais.

A associação de Iacanga, Associação dos Produtores Rurais de Iacanga (Apri), já completou 10 anos e agrega, além dos produtores de pimentões, os produtores de leite e aqueles que trabalham com outras culturas: tomate, berinjela, repolho e jiló. São, em sua maioria, agricultores familiares.

Na região de Iacanga, as estufas provocaram um movimento que levou muitas pessoas a deixarem a cidade para se instalar no campo, comenta a presidente da Apri, Conceição Aparecida Otero. “Filhos de agricultores familiares tinham deixado as propriedades dos pais para trabalhar na cidade. Com o cultivo do pimentão, eles retornaram porque a atividade tem sido uma alternativa de rendimento.”

Quem passa pelas estradas de acesso a esses municípios percebe logo que ali tem produtores de pimentões. As estufas são vistas de longe e o colorido das culturas chama a atenção.  Além de diferentes, os pimentões são ricos em vitamina C. Quando maduro, ele é fonte de vitamina. Também tem cálcio, fósforo e ferro. É fruto originário do sul do México e América Central

O pimentão é uma planta típica de verão, mas o cultivo em estufa possibilita a produção o ano todo. Os melhores preços para o consumidor ocorrem nos meses de setembro a janeiro, época de maior oferta. Os frutos verdes se tornam amarelos, laranjas e vermelhos quando maduros, dependendo da variedade. O roxo e o creme, os mais exóticos, são exceção. Eles apresentam essa coloração desde o início de sua formação.

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