Geral

Crise mundial não afeta venda de carros

da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Estamos passando por mais uma crise econômica e, de acordo com discursos recentes da presidente Dilma Rousseff (PT), esta pode ser pior do que a enfrentada em 2008. Mas ao contrário do que se imagina, alguns setores não estão sendo prejudicados. É o caso do mercado de semi-novos e usados, que de acordo com o presidente da Fenauto (Federação Nacional de Revendedores de Veículos Automotores), Ilidio Gonçalves dos Santos, é um mercado em crescimento e com ótimas perspectivas já para o próximo ano.

"Nós estamos recuperando o que perdemos com a crise de 2008. Perdemos, naquela época, em torno de 50% do nosso mercado e, aos poucos, estamos nos recuperando", explica Santos, que afirma que o setor não está sofrendo reflexo da crise atual.

Ainda de acordo com Santos, são 42 mil lojas de semi-novos e usados no Brasil e, para o próximo ano, a expectativa é de crescimento de 15% em relação a 2011."Temos muita coisa para recuperar, mas estamos muito otimistas para o ano que vem. Acreditamos que vamos atender nossos objetivos, que é vender entorno de 11 milhões de veículos", conclui.

Há cinco anos, a proporção de venda entre carros zero e usados era de um novo para cinco usados, ou seja, enquanto se vendia um carro novo, cinco carros usados eram comercializados. De 2008 para 2009, por causa da crise, essa relação foi de um para um. Hoje, a proporção é de um para 2,8 e a expectativa é de que ano que vem essa proporção seja de um para 3,5.

"Se nós temos uma produção de 3,5 milhões de veículos e vender a cada carro zero três usados nós vamos chegar a marca de 10,5 milhões e se chegarmos a 3.5, vamos vender quase 12 milhões de carros", estima Santos.

Neste ano, no Brasil, os indicadores apontavam média de crescimento de 25% na vendas em relação ao mesmo período do ano passado até setembro último. Depois da perda de 2008, as vendas foram aumentando gradativamente.

Agora, o Brasil enfrenta outra crise, que foi classificada pelo governo como pior que a de 2008, mas, segundo Santos, não afetará o mercado de semi-novos e usados.

Cautela

Porém, se em âmbito nacional, de um modo geral, a crise não influenciou nas vendas de carros usados, em Bauru, alguns lojistas perceberam uma leve queda nas vendas.

De acordo com o diretor comercial do Shopping Auto Fest, Jorge Luiz Miranda, houve uma queda de 15% nas vendas no mês de agosto em relação aos meses de junho e julho deste ano. Já em relação a agosto do ano passado, foi registrada uma queda de 10% nas vendas de agosto deste ano.

"Isso foi o resultado do aumento no juros, da movimentação político-financeira, e da oferta restrita dos bancos. Estamos passando por uma fase onde os bancos estão restringindo o crédito em função de uma inadimplência por causa do problema da crise econômica", explicou Miranda. Os indicadores podem mudar nesse final de ano.

Mas para o proprietário de um dos boxes do shopping Auto Fest, Eddye Rocha, as vendas estão se mantendo estáveis desde o ano passado. Rocha, assim como Santos, está otimista e afirma que o mercado de semi-novos e usados tende a crescer.

Comentários

Comentários