Política

DAE pode ter 4º presidente em 3 anos


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Uma reunião entre o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) e o presidente municipal do PR, o médico e secretário de Saúde, Fernando Monti, poderá selar a mudança de comando no Departamento de Água e Esgoto (DAE), a quarta neste governo. De um lado, as deficiências de gestão levantadas pelo JC nos últimos meses e, de outro, nesta fase, a dificuldade do engenheiro André Luiz Andreoli em lidar com os obstáculos internos e externos.

O prefeito, que ontem estava em São Paulo, admitiu a mudança. "Eu aprendi a gostar muito do André Andreoli, um cara extremamente inteligente, que passei a respeitar inclusive pelas suas ponderações sem rodeios e equilibradas. Mas no trato com os servidores ele não foi nada bem e sua dificuldade política em lidar com os problemas de gestão, com as relações internas e sua forma distante de lidar com a imprensa, muitas vezes nem atendendo, criaram esse quadro difícil. Vou sentar com o Monti (Fernando) amanhã (hoje) e discutir e resolver isso", falou Agostinho.

Mas Rodrigo não esconde seu descontentamento com o que chama de "ladainha pública" em torno da discussão sobre sucateamento. "O que não dá é ficar ouvindo esse papo furado de que o DAE vem sendo sucateado para preparar para privatizar, terceirizar. Isso não tem o menor cabimento. A verdade é que o maquinário principal do DAE é dos anos 70, 80 e está velho mesmo. E foi trocado muito pouco, ou renovado há anos. Nós começamos a investir, mas o volume é pouco para a necessidade, reconheço. Mas não tem nada de privatização", afirma.

Para Agostinho, tem hora que o prefeito tem de decidir e mudar. "O André sabe que bateu muito de frente com funcionário, onde é preciso ter sabedoria para driblar dificuldades e para ser firme quando preciso, mas com jeito. E com o público ele rejeitava falar, ficava distante da discussão e os problemas acontecendo e isso dificulta muito. Chega uma hora que tem de resolver", acrescenta.

O presidente do PR, Fernando Monti, confirma o encontro com o prefeito para discutir uma saída para o DAE. "Não acho que a questão seja de centralizar os problemas na pessoa do André. Ele tem as dificuldades dele, como os demais tiveram. A questão é reconhecer que há problemas se repetindo, outros se agravando e governo tem de resolver. A matéria prima do DAE é abastecer a população, sobretudo com água, e os problemas aumentaram. O que vou falar é que é preciso discutir mudanças, uma plano de gestão para o DAE e isso vai muito além de substituir presidente, envolve rediscutir condutas, diretrizes e ações. Falo em mudar o plano estratégico inclusive em abastecimento que, convenhamos, é o mesmo praticado há mais de duas décadas na essência", ratifica.

Para Monti, trocar só o presidente não resolve. "Não se pode ficar refém de um quadro interno e algumas situações. Agora quando à participação do PR eu vou repetir para o prefeito que o DAE não é capitania hereditária do PR. Se tiver alternativa, muda, vamos discutir isso também. A questão é que precisa resolver, mudar esse rumo na gestão do DAE", finaliza.

O presidente do DAE, André Andreoli, segundo informações extra-oficiais, estaria na Argentina participando de um congresso. Na autarquia não conseguiram informar seu paradeiro de forma oficial. No atual governo, o DAE teve três presidentes nomeados. Paulo Sérgio Campanha ficou de 1 de janeiro de 2009 até o final de março do mesmo ano. Rafael Ribeiro ficou na presidência até 29 de novembro de 2010. E agora, André Luiz Andreoli, que assumiu no dia 6 de dezembro de 2010.

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