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Alunos da USP organizam greve; PM continua no local

Aline Rodriguez
| Tempo de leitura: 1 min

Reuters/Nacho Doce

Tropa de Choque da PM durante reintegração de posse

O prédio da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) continua cercado por policiais militares nesta quarta-feira (8). O policiamento visa combater uma possível e nova ocupação por parte dos alunos.


No momento, participam da operação dez carros da PM e três da Guarda Universitária. As atividades ainda estão suspensas por conta do estrago e vandalismo causados pelos manifestantes. Paredes foram pichadas, móveis quebrados e há muito lixo pelo local. A perícia técnica foi acionada para avaliar os cômodos.


Sem possibilidade de acordo e o fim do prazo para que os alunos abandonassem a reitoria, a Tropa de Choque da Polícia Militar cumpriu o mandado de reintegração de posse na madrugada de terça-feira (8), quando os manifestantes ainda dormiam. No total, 72 alunos foram detidos, incluindo 24 mulheres. Todos foram levados ao 91º Distrito Policial, pagaram fiança de R$ 545 e foram liberados.


Na noite de terça, uma nova assembleia foi realizada e contou com a presença de, aproximadamente, 3 mil alunos. Os resultados das discussões foram: início imediato da greve, não haverão novas ocupações ou acampamentos no campus, o convênio entre a universidade e a polícia deve ser revogado e a saída do atual reitor José Grandino Rodas. Além disso, eles "exigem" que estudantes e servidores detidos não sofram processos administrativos.


Uma nova assembleia será realizada amanhã no Largo do São Francisco, no Centro de São Paulo.

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